Vídeo mostra momento em que motorista da Mercedes que matou vigilante deixa presídio; assista
Antônio Scelzi Netto, 25 anos, deixou o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia por volta das 21 horas dessa terça-feira (11)

Por decisão do Desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Ivo Favaro, que acatou pedido de Habeas Corpus da defesa de Antônio Scelzi Netto, 25 anos, e mandou soltar em menos de 72 horas de prisão, no início da tarde dessa terça-feira (11), imagens divulgadas pela TV Anhanguera mostram que o acusado de atropelar e matar o vigilante Clenilton Lemes Correia, 38 anos, deixou o do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, por volta das 21 horas.
O acusado saiu com a camisa amarela usada na prisão e tentou se esconder com uma blusa, mas ainda foi possível ver, no momento em que corria para o carro para voltar para casa, que Antônio Netto chegou a ter a cabeça raspada durante o período em que ficou preso na Central de Triagem do presídio.
Antônio Scelzi Netto responde pelo crime de dirigir bêbado, atropelar e matar Clenilton Lemes com a Mercedes do pai. O acusado, após o atropelamento, ainda arrastou a vítima pelo asfalto por cerca de 200 metros.
Após o acidente, Netto fugiu do local com ajuda da própria mãe, tentou esconder o carro, mas foi localizado e preso quando perambulava pela BR-153, na região.
No momento da prisão ele se negou a passar pelo teste do bafômetro, mas a Polícia Militar constatou que o acusado estaria bêbado, pela situação dele. Ainda, após exame no IML, resultado apontou que o acusado já não estava embriagado, mas que tinha sim bebido anteriormente.
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O desembargador revogou a decisão da juíza Ana Cláudia Veloso, que converteu o flagrante em prisão preventiva, durante audiência de custódia, e mandou soltar Netto.
Para justificar decisão de soltura, Ivo Favaro argumenta que "não, ainda, está comprovada a intenção dolosa e sim culposa", ou seja, para o magistrado ainda não se pode confirmar a intenção de matar de Antônio Netto e, por isso, determinou que o acusado responda em liberdade ao processo.
Antônio nasceu e mora em Goiânia. Segundo o site de consulta pública de processos, ele é solteiro, tem residência fixa e é ré primário. Além disso, ele é empresário, dono de uma empresa varejista de bombas hidráulicas na capital, com o pai.

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