“Vestibular não é para ser inclusivo”, diz vereadora ao atacar cotas raciais; assista
Durante discurso, Eduarda Campopiano afirmou que “nenhum negro nessa sala foi escravizado” e defendeu que vagas em universidades e concursos públicos devem ser conquistadas apenas “por esforço próprio”

A vereadora Eduarda Campopiano provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político após fazer críticas duras às políticas de cotas raciais e sociais em concursos públicos e vestibulares. A declaração dividiu opiniões entre apoiadores da parlamentar e defensores das ações afirmativas.
Durante o discurso, Eduarda afirmou ser contra o sistema de cotas e disse que o acesso às vagas deveria acontecer exclusivamente por mérito individual. Segundo ela, universidades e concursos públicos não têm a função de promover inclusão social, mas de selecionar os candidatos mais preparados.
“Vestibular e concurso não são para ser inclusivos”, declarou a vereadora ao defender que todos os candidatos disputem em igualdade de condições, sem políticas públicas de reserva de vagas.
Em outro trecho que gerou ainda mais reação, a parlamentar afirmou que “nenhum negro nessa sala foi escravizado” ao questionar os argumentos usados para justificar as cotas raciais no Brasil. Para ela, as pessoas devem conquistar espaço “por esforço próprio”, sem depender de benefícios garantidos pelo Estado.
As falas rapidamente ganharam repercussão e abriram um debate nas redes sociais. Parte dos usuários apoiou o posicionamento da vereadora, alegando que o mérito individual deve ser o principal critério em processos seletivos.
Por outro lado, críticos rebateram as declarações e defenderam as políticas de cotas como mecanismo de reparação histórica e inclusão social. Internautas argumentaram que as desigualdades raciais e econômicas ainda impactam diretamente o acesso da população negra e de estudantes de baixa renda ao ensino superior e aos concursos públicos.
A discussão também reacendeu o debate nacional sobre ações afirmativas, tema que frequentemente divide opiniões entre parlamentares, especialistas e movimentos sociais.

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