Veruska Donato acusa Globo de assédio e pede indenização milionária
A jornalista alega que foi obrigada a se enquadrar nos padrões de beleza estabelecidos pela direção da emissora dos Marinho

No final de 2021, Veruska Donato surpreendeu muita gente, tanto dentro quanto fora da Globo, ao anunciar que estava deixando a emissora dos Marinho após uma parceria de 21 anos. Por meio de suas redes sociais e entrevistas, a jornalista disse que a decisão foi tomada por causa de problemas de saúde surgidos enquanto fazia a cobertura da pandemia de Covid-19, além dos diversos ataques de ódio sofridos na internet.
No entanto, pouco mais de um ano após a confirmação da saída de Veruska do canal carioca, o verdadeiro motivo pelo qual ela deixou a empresa veio à tona. Segundo informações divulgadas pelo portal Notícias da TV, Donato processou a Globo. Alegando assédio moral, tendo em vista que foi “forçada” a se enquadrar em um padrão de beleza estabelecido pela emissora dos Marinho, a jornalista está pedindo uma indenização de R$13 milhões.
Segundo autos do processo divulgado pelo site, a ex-apresentadora da Globo conta ainda que, entre os anos de 2002 e 2019, prestou seus serviços com Pessoa Jurídica e que só teve a carteira devidamente assinada em seus dois últimos anos na empresa. Sendo assim, a jornalista solicita que esses 17 anos de trabalho sejam caracterizados como um vínculo empregatício, podendo assim usufruir de seus direitos.
Ao contrário do que vinha sendo dito pela própria Veruska, ela foi demitida pela Globo assim que retornou dos 77 dias de afastamento concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o que caracteriza uma prática ilegal por parte da empresa. Segundo a jornalista, as pressões sofridas, dentre elas a estética, acabaram desencadeando um problema de saúde: A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional.
Donato anexou ao processo uma mensagem enviada por uma superior em 2017. Nela, repórteres foram instruídas a usarem roupas “adequadas”. Além disso, foi solicitado ainda que os profissionais, principalmente do sexo feminino, cuidassem bem das unhas e se alimentassem de forma balanceada para que não engordassem.
A defesa de Veruska Donato relatou o ocorrido de forma detalhada: “No caso da reclamante, que se aproximava dos 50 anos de idade (após 20 anos de trabalho), a situação se agravou nos últimos anos da contratualidade, por conta do etarismo praticado pelos prepostos da ré, havendo críticas de chefe e do setor de figurino do jornalismo quanto a qualquer flacidez, ruga ou gordura considerada fora do lugar”.

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