Veja quando cai a patente do Mounjaro no Brasil
A tirzepatida expira em 5 de janeiro de 2036. Entenda os impactos da quebra da patente.

O fim da patente do Ozempic causou grande repercussão no setor de saúde. O medicamento, que utiliza a semaglutida para tratamento de diabetes e obesidade, agora pode ter suas versões genéricas desenvolvidas. A quebra de patente ocorreu em 20 de março de 2026.
O foco agora se volta para o Mounjaro, desenvolvido pela farmacêutica americana Eli Lilly. Lançado no Brasil em 2025, o Mounjaro utiliza a tirzepatida e é aplicado semanalmente. Assim como o Ozempic, ele é indicado para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A tirzepatida atua de forma diferente da semaglutida. Enquanto o Ozempic imita o hormônio GLP-1, o Mounjaro combina os efeitos do GLP-1 e do GIP, potencializando a resposta metabólica. Estudos clínicos mostraram que o Mounjaro pode levar a perdas de até 20% do peso corporal.
Segundo informações apuradas junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a patente do Mounjaro expira em 5 de janeiro de 2036. Isso significa que ainda há uma década até que outras empresas possam desenvolver medicamentos genéricos baseados na tirzepatida.
A expectativa é que, após a quebra da patente, o mercado se torne mais competitivo. Isso pode resultar em preços mais acessíveis para os pacientes que necessitam do tratamento. Atualmente, o custo do Mounjaro é elevado, o que limita o acesso a muitos brasileiros.
Com a liberação do uso de genéricos, espera-se que mais opções de tratamento se tornem disponíveis. A experiência com o Ozempic pode servir como parâmetro para o que ocorrerá com o Mounjaro quando sua patente expirar.

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