Veja dicas para terminar 2021 com dinheiro na conta

Com uma inflação acumulada de 10,67% nos últimos 12 meses, o brasileiro viu a crise afetar diretamente o seu bolso durante a pandemia. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 74,6% das famílias estão endividadas.
O número representa um aumento de 0,6 ponto percentual na comparação com setembro e de 8,1 pontos em relação ao mesmo mês de 2020.
Não caia na tentação do fim de ano
No final do ano, as promoções de Natal e o pagamento do 13º salário podem incentivar o consumidor a gastar mais do que nos demais meses. Essa tendência, no entanto, é capaz de comprometer o orçamento e endividar ainda mais os brasileiros.
Segundo o especialista Bruno Lucas, CFO da fintech Zippi, a melhor estratégia é controlar os gastos. “Neste final do ano, não vá além. É muito fácil cair na tentação de compras, seja para família, amigos”, explica.
A dica é a mesma para gastos comuns no fim de ano, como a compra de itens para a ceia e os preparativos ou ingressos para as festas de Réveillon. Nesses casos, o segredo é fazer pesquisas antes das datas comemorativas e definir um valor máximo para gastar.
Faça um planejamento
Outro ponto importante é planejar antes de gastar, pois, apesar das promoções tentadoras, o fim de ano pode não ser um bom momento para compras. “Contenha os gastos e não se esbalde. Lembrando que início de ano tem uma série de gastos, como escola para quem tem filho”, explica Lucas.
Além disso, é necessário casar o dinheiro que entra com aquele que sai. O especialista diz que um conselho válido é sempre refletir sobre duas perguntas antes de gastar:
– Quando meu salário vai cair?
– Quando preciso pagar esta compra?
Evite parcelas
É importante manter os custos sob controle a longo prazo. “Após separar os valores das contas fixas, compre somente o que puder pagar em um prazo curto. Isso evita surpresas e garante um início de 2022 agradável”, sugere o especialista.
Autônomos devem ter cuidado especial
Aqueles que trabalham por conta própria sentem uma pressão ainda maior, já que não recebem um valor fixo e não contam com um 13º. “Há a necessidade de se organizar muito mais porque o risco é sempre de usar um dinheiro para uma coisa que deveria ter sido usado para outra coisa”, explica o especialista
O momento, todavia, também pode ser propício para vendas, no caso de comerciantes. “Quem trabalha com comércio, aproveite. Porque final de ano vende melhor, com 13º salário entrando na economia, as pessoas estão mais animadas”, afirma Lucas.

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