Veja como ficaram as vítimas de procedimentos estéticos na clínica de Karine Gouveia; vídeo
De acordo com o delegado do caso, Daniel Oliveira, os procedimentos feitos na maioria dos pacientes das clínicas só poderiam ser realizados em alguns casos por médicos cirurgiões plásticos e, em outros, por dentistas

As vítimas que denunciam a clínica de estética da empresária Karine Gouveia, presa na manhã desta quarta-feira (18) em operação da Polícia Civil, em Goiânia, relatam vários tipos de lesões causadas no corpo, após realização de procedimentos estéticos realizados no local. Dentre as vítimas, há pacientes com necrose no nariz, queimaduras e cicatrizes na testa, e outra vítima precisou ser entubada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). (Veja o vídeo no final da matéria)
Imagens divulgadas pela PC mostram o estado em que as vítimas ficaram após os procedimentos. Algumas imagens precisaram ser nubladas devido ao grau de deformação. De acordo com o delegado do caso, Daniel Oliveira, os procedimentos feitos na maioria dos pacientes das clínicas só poderiam ser realizados em alguns casos por médicos cirurgiões plásticos e, em outros, por dentistas. Pelo menos 23 pessoas já procuraram a polícia.
Karine não tem nenhuma formação superior e os técnicos que atuavam na clínica não eram capacitados para os serviços. "Essas vítimas sofreram necroses. Muitas delas tiveram que fazer enxertos, e algumas fizeram na própria clínica [de Karine] por profissionais que não eram médicos e o corpo rejeitava o osso ou o produto que colocavam", disse o delegado.
Junto com Karine, seu marido, Paulo César Dias, também foi preso. A defesa do casal afirmou que a clínica possui documentos necessários para funcionar, que Karine e Paulo sempre praticaram os atos dentro do que determina a lei e que o local atende a todos os padrões exigidos pela Vigilância Sanitária. Por outro lado, a defesa afirma que a clínica possuía um alvará para procedimentos apenas de classe estética, ou seja, minimamente invasivos.
A investigação teve início em abril deste ano após a primeira denúncia de uma das pacientes com lesões. O delegado afirmou à reportagem que homens e mulheres foram vítimas dos procedimentos. Os envolvidos tiveram as contas bancárias, bens e valores bloqueados. No total, são R$ 2,5 milhões apreendidos e um helicóptero avaliado em R$ 8 milhões. (Com informações do G1)

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