Quem pretende transformar o carro em ferramenta de campanha nas eleições de 2026 precisa redobrar a atenção antes de colocar adesivos ou participar de eventos políticos. A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alertou nesta segunda-feira (10) que deixar de informar a seguradora sobre mudanças no uso do veículo pode resultar na perda da cobertura do seguro e até na recusa do pagamento de indenizações.
Segundo a entidade, quando um automóvel passa a ser utilizado para fins publicitários ou em atividades ligadas à campanha eleitoral, o risco de exposição aumenta. O veículo pode ficar mais vulnerável a acidentes, atos de vandalismo, furtos e outras ocorrências que não estavam previstas no perfil informado no momento da contratação da apólice.
A FenSeg explica que alterações como a instalação de adesivos, plotagens, equipamentos de som ou o transporte de materiais de campanha devem ser comunicadas previamente à seguradora para que essas mudanças sejam registradas no contrato. Caso isso não ocorra, o segurado pode perder o direito à cobertura durante o período eleitoral.
A entidade também destaca que prejuízos causados diretamente aos adesivos e plotagens, assim como danos provocados por tumultos em atos públicos, normalmente não fazem parte das coberturas oferecidas pelos seguros convencionais. Por isso, a recomendação é consultar a seguradora antes de iniciar qualquer ação de campanha com o veículo, evitando prejuízos financeiros em caso de sinistro.