TSE vai gastar R$ 20 milhões em manutenção de urnas eletrônicas
TSE abre licitação na qual prevê gastar R$ 20 milhões para realização de manutenção de urnas eletrônicas dos modelos 2013 e 2015

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou, na segunda-feira (29), a abertura de uma licitação destinada à manutenção de 124.560 urnas eletrônicas, modelos de 2013 e 2015, prevendo um gasto estimado em R$ 20 milhões. A iniciativa visa garantir que os equipamentos estejam plenamente operacionais para as próximas eleições de 2026, dando continuidade à tradição de segurança e eficácia do processo eleitoral brasileiro.
Os contratos de manutenção anteriores, que venceram em outubro de 2024, deixaram um vácuo de quase um ano que a nova licitação busca preencher. Com a sessão pública para tratar do processo licitatório agendada para o dia 14 de outubro, o TSE espera iniciar o serviço, de forma intensificada, o mais breve possível, alinhando-se ao calendário eleitoral.
O documento responsável por formalizar a demanda, assinado por Thiago Fini, assessor de gestão eleitoral do tribunal, destaca que a prioridade é manter as urnas eletrônicas em perfeito estado de funcionamento, minimizando o surgimento de falhas.
“O resultado a ser alcançado é a disponibilidade de urnas eletrônicas plenamente funcionais, garantindo a correção tempestiva dos problemas funcionais que surgirem nos equipamentos”, afirma o texto.
Desafios e Expectativas
A licitação ocorre num contexto em que as urnas de 2013 já deveriam ter sido aposentadas em 2024, durante as eleições municipais, mas continuam em operação devido à extensão de sua vida útil até 2026. Este é um fator considerado na elaboração do contrato, que poderá prever a supressão gradual dessas unidades. Quanto aos modelos de 2015, a expectativa é que sejam utilizados até as eleições de 2026, com a finalização de seu ciclo de vida prevista para esse ano.
A antecipação dos trabalhos de manutenção é uma medida estratégica, com vistas a assegurar a realização tranquila não apenas das eleições gerais, plebiscitos e referendos, mas também de eleições comunitárias, como aquelas voltadas para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselhos de Classe.
A próxima fase do processo licitatório, além de essencial, será acompanhada de perto por diversas entidades e representantes da sociedade civil, que têm renovado sua confiança e interesse na manutenção da integridade do sistema eleitoral eletrônico no Brasil.

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