Tribunal de Justiça de Goiás discute processo de partilha de bens de Marília Mendonça
O processo, iniciado no fim de dezembro, consiste no levantamento dos bens que formam o patrimônio da cantora que deverá ser repartido entre todos os possíveis herdeiros.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) começou a discutir, no fim do mês de dezembro, a sucessão da herança deixada pela cantora Marília Mendonça, vítima de um trágico acidente aéreo, no dia 5 de novembro, aos 26 anos de idade, no município de Caratinga, Minas Gerais, estimada em cerca de R$ 500 milhões.
Segundo informações publicadas pelo jornalista Ancelmo Gois do jornal O Globo, o processo corre em segredo de Justiça na 1ª Vara de Sucessões de Goiânia e pode demorar cerca de um ano para ser concluído.
O processo consiste no levantamento dos bens que formam todo o patrimônio da cantora que deverá ser repartido entre todos os possíveis herdeiros. No entanto, a cantora deixou o filho Léo Dias Mendonça Huff, fruto de seu relacionamento com o cantor Murílio Huff e herdeiro natural.
No entanto, a criança tem apenas 2 anos de idade e, após a morte de Marília, o pai e a avó, mãe de Marília, Ruth Moreira, dividem a guarda de Léo.
A estimativa, levando em consideração o tempo de carreira e os cachês acumulados em decorrência de shows, direitos autorais das composições, lives durante a pandemia, royalties e produtos, além de imóveis, veículos e demais investimentos, é que a renda de Marília batia a casa dos R$ 10 milhões por mês. O património avaliado em R$ 500 milhões.
Após a morte da sertaneja, a família continua recebendo pelos direitos autorais da cantora e levando em consideração que Marília segue, mesmo após a morte, como uma das cantoras mais executadas nas plataformas de streaming e que artistas, que fizeram parcerias com a cantora, têm lançado músicas inéditas, a fortuna de Marília continua crescendo.
Morte prematura
O avião bimotor que usava para viajar a Minas Gerais, onde faria shows, caiu no município de Caratinga, a poucos quilômetros da pista de pouso. O acidente aconteceu no dia 5 de novembro. Ela deixou o filho Léo, de 1 ano e 11 meses, fruto de seu relacionamento com o cantor Murilo Huff.
O produtor Henrique Ribeiro; o tio e assessor da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Medeiros; e o copiloto Tarciso Viana também morreram na queda do avião.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é que a aeronave colidiu em uma linha de torre de distribuição de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
À época, a distribuidora emitiu nota informando que a queda ocorreu após a colisão com o fio de alta tensão. Segundo o delegado Ivan Lopes Sales, responsável pelas investigações, o piloto estava a apenas um minuto da pista de pouso. A perícia não constatou uso de álcool nas vítimas.
Após a morte prematura da cantora, houve comoção no Brasil inteiro, em especial em Goiás, de onde Marília é natural. Na ocasião, o governador Ronaldo Caiado liberou o Goiânia Arena para fazer o velório. A estimativa é de que 100 mil pessoas passaram pelo local para se despedir da Rainha da Sofrência.
Murilo Huff, Maiara e Maraisa, Gusttavo Lima, Israel e Rodolffo, Naiara Azevedo, Luísa Sonza, Henrique e Juliano, Simone e Simaria, João Neto e Frederico, Vitor e Luan, entre vários outros famosos estiveram no local para dar adeus à Marília Mendonça.

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