Trabalhadores do transporte coletivo fazem assembleia e podem decidir por “greve”
O Presidente do Sindicoletivo, Carlos Soares, alerta que caso não haja consenso para uma porcentagem justa de aumento, o risco de “parar” é iminente

Trabalhadores do transporte coletivo da Região Metropolitana podem anunciar paralisação e indicativo de greve ainda nesta terça-feira (27), quando o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (Sindicoletivo) se reúnem para sétima discussão sobre o assunto, já que não há nova proposta do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (SET) para continuar as negociações.
A proposta até o momento, feita pelo SET, é de 2,5% de reajuste real. No entanto, a categoria pede pelo menos aumento de 11% e ainda uma ajuda de custo de R$ 300 proposto pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
A categoria destaca que as empresas já se recuperaram dos danos causados pela pandemia da covid-19, inclusive com subsídio governamental para cobrir as perdas e impedir o aumento das passagens. O Presidente do Sindicoletivo, Carlos Soares, alerta que caso não haja consenso para uma porcentagem justa de aumento, o risco de paralização é iminente.
Conforme apurou o G5News, até a manhã desta terça-feira (27), o SET ainda não havia feito nova proposta e os trabalhadores, organizados pelo Sindicoletivo, seguem reunidos para deliberar sobre a possível greve em Assembleia nas proximidades do Terminal Padre Pelágio.
“Esse risco existe, nossa data base é 1º de março e nós estamos desde janeiro tentando uma negociação. Se não houver mais proposta, a ideia é essa, fazer uma paralização, para mostrar a nossa indignação com as empresas, não dá pra gente ficar a vida inteira aguardando um aumento”, declarou o presidente Carlos Soares.
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Entenda o caso
O Sindicoletivo argumenta que não há reajuste nos salários desde 2020 e, por isso, pede atualização. Do outro lado, em nota, o SET informou que “sempre esteve aberto para discussão e busca do consenso e solução entre as partes”. Além disso, alega que várias reuniões foram realizadas entre os representantes sindicais e o SET, inclusive no âmbito do Ministério Público do Trabalho (MPT), na última sexta-feira (23).
Apesar das tratativas, não houve acordo. A proposta apresentada pelo SET contempla um aumento real de 2,5%, além de oferecer, para setembro próximo, mais uma reposição da inflação. O reajuste salarial seria de 7%, acima da inflação no período, que foi de 5,5%.
As empresas apontam ainda que atenderam à data-base de 3% no dia 1º de setembro, o que representaria 0,7% em ganho real. Sendo assim, o aumento, segundo o SET, seria de 10,21% em 2023.
No entanto, o Sindcoletivo, afirma que não houve acordo. A proposta das empresas “não é boa para os trabalhadores”. A classe patronal vai reavaliar até a noite da próxima segunda (26), para apresentar na assembleia e decidir pela greve ou não.
O SET informou que as concessionárias acreditam no célere entendimento entre os envolvidos, o que evitaria assim a paralisação do serviço, “o que seria bastante negativo para os usuários e para toda a população das cidades da região metropolitana de Goiânia", diz o texto.

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