Temporal alaga parte da pista da MotoGP em Goiânia, mas sistema de drenagem responde
O temporal impactou o circuito que receberá a principal categoria do motociclismo mundial entre os dias 20 e 22 de março.

A poucos dias de receber a segunda etapa da temporada 2026 da MotoGP, Goiânia enfrentou fortes chuvas nesta terça-feira (17), provocando alagamentos em alguns pontos do Autódromo Internacional Ayrton Senna. De acordo com dados meteorológicos, o volume de chuva registrado na capital goiana chegou a 70 milímetros em apenas 24 horas — índice equivalente ao esperado para um mês inteiro.
O temporal impactou o circuito que receberá a principal categoria do motociclismo mundial entre os dias 20 e 22 de março. Imagens que circularam nas redes sociais mostram trechos do autódromo inundados. No entanto, apesar do susto, a drenagem funcionou e cerca de 30 minutos após a estiagem, a pista já estava liberada pela organização. Um dos pontos mais atingidos foi o túnel de acesso aos boxes que amanheceu completamente alagado.
Outros pontos do traçado também foram afetados. A última curva e o fim da reta principal registraram bolsões de água, enquanto na curva 1 o asfalto chegou a ficar totalmente encoberto. Apesar disso, o restante da pista apresentava apenas trechos úmidos, sem acúmulo significativo.
Organização miniminza o impacto
Mesmo diante do cenário, a organização do GP do Brasil de MotoGP minimizou os impactos e garantiu que o sistema de drenagem funcionou conforme o previsto. Em nota, a assessoria destacou que o escoamento da água ocorreu de forma rápida, apesar do volume atípico de chuva.
“Nesta terça-feira (17), no fim da tarde, foi registrada uma chuva de 70 mm nas últimas 24 horas, volume equivalente a um mês de precipitação. A pista do Autódromo Ayrton Senna, entretanto, escoou a água rapidamente, mostrando que o sistema de drenagem está eficiente conforme previsto”, informou a organização.
A eficiência da drenagem já havia sido testada anteriormente. No início de março, durante o processo de homologação do circuito, a pista passou por avaliação em meio a fortes chuvas. Segundo Gustavo Jacob, presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM), o diretor de provas da MotoGP, Mike Webb, chegou a percorrer o traçado durante a tempestade e aprovou as condições.

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