Tempestades em Goiânia causam pânico, derrubam casas e deixam 18 famílias desabrigadas
A Defesa Civil disse que duas casas desabaram e outra teve a estrutura comprometida, sendo todas interditadas por risco de desabar

As fortes chuvas que atingiram Goiânia ao longo desta semana provocaram momentos de pânico, destruíram moradias e deixaram 18 famílias desabrigadas. Três delas foram diretamente afetadas no Jardim Curitiba 4, após a tempestade registrada na quarta-feira (21), quando houve deslizamento de terra às margens do Córrego Caveirinha.
O cenário no bairro ainda era de reconstrução e incerteza. Enquanto crianças retomavam parte da rotina, moradores e equipes da Prefeitura trabalhavam na retirada de pertences das casas atingidas pela erosão.
Segundo a Defesa Civil, duas casas desabaram e outra teve a estrutura comprometida, sendo todas interditadas por risco iminente. Com o solo encharcado, o barranco cedeu e arrastou parte dos imóveis em direção ao córrego. Um veículo que estava em uma das garagens também foi levado.
“O solo fica muito encharcado, ganha peso e acaba cedendo em direção ao córrego. São áreas naturalmente classificadas como de risco”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Robledo Mendonça.
Moradores relataram momentos de desespero durante o desabamento. Uma das residentes contou que precisou sair às pressas após ser alertada por um familiar de que o barranco estava cedendo, enquanto partes da estrutura das casas desmoronavam.
De acordo com a Prefeitura, os imóveis atingidos estão em uma área de risco ocupada há mais de 15 anos. Como medida emergencial, o município informou que vai conceder aluguel social de até R$ 1 mil por mês às famílias desalojadas. Os moradores já iniciaram a busca por imóveis na região.
A Secretaria Municipal de Habitação realizou o cadastro de 20 famílias e estuda a retirada definitiva de pessoas que ainda vivem próximas ao córrego, como forma de prevenir novas tragédias.
Apesar do risco, nem todos concordam em deixar o local. Moradores de casas vizinhas, que tiveram muros e estruturas danificadas, afirmam que pretendem permanecer no bairro, mesmo após os desabamentos.
A Defesa Civil segue monitorando a área e orienta que moradores de regiões próximas a córregos fiquem atentos a sinais de rachaduras, inclinação do solo e erosões, especialmente durante períodos de chuva intensa.

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