Tabacarias são flagradas vendendo “acessórios” para cigarros eletrônicos na Capital
A comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa

O Procon Goiânia fiscalizou, durante o mês de fevereiro, tabacarias para coibir a venda de cigarros eletrônicos, e notificou 18 estabelecimentos localizados nos setores Negrão de Lima, Jardim Balneário Meia Ponte, Jardim Goiás, Setor Sudoeste, Marista, Parque Oeste Industrial, Bueno, Campinas e Coimbra.
Durante a fiscalização, foram apreendidos 40 quilos de essência de Narguilé, 20 litros de frascos de líquido e 10 quilos de acessórios para cigarros eletrônicos. Também foram encontrados 20 quilos de cigarros falsificados. Os produtos foram encaminhados para o descarte correto, sem prejudicar o meio ambiente.
Estabelecimentos terão 20 dias úteis para apresentar defesa e poderão pagar multa que varia de R$ 700 a R$ 10 milhões, a depender do porte da empresa, natureza da infração e reincidência.
A comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa: RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009. Decisão se baseou no princípio da precaução, devido à inexistência de dados científicos que comprovem as alegações atribuídas a esses produtos.
A fiscalização em tabacarias vai continuar, e o consumidor poderá fazer denúncias por meio dos telefones (62) 3524-2942 e 3524-2936, ou pelo aplicativo Prefeitura 24h.
Procon Goiânia notifica 18 tabacarias pela venda de produtos para cigarros eletrônicos, e apreende mais de 70 quilos de mercadoria
Comercialização é proibida no Brasil. Foram apreendidos 40 quilos de essência de Narguilé, 20 litros de frascos de líquidos e 10 quilos de acessórios para cigarros eletrônicos, além de 20 quilos de cigarros falsificados. Empresas terão prazo de 20 dias úteis para apresentar defesa. Multa varia de R$ 700 a R$ 10 milhões
Para o pneumologista Clóvis Botelho, o uso de cigarros eletrônicos é o ‘conto do vigário’.
“Os vapers surgiram pela própria indústria do tabaco, ao ver que o consumo de cigarro estava diminuindo no mundo. Fizeram propaganda, falando que era bom para quem queria parar de fumar, mas não é. É tão ruim quanto o cigarro”, afirma.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) não são seguros e possuem substâncias tóxicas além da nicotina.

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