STJ livra corretor e outros 15 do crime de organização criminosa
Com a decisão, o processo volta para Rio Verde e Vinicius Martini de Melo responderá apenas pelo crime de estelionato. Os outros 15 investigados foram liberados das acusações.

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mudou o rumo das acusações contra Vinicius Martini de Melo, corretor de grãos, e outros 15 investigados que haviam sido denunciados pelo Ministério Público. Eles eram acusados de aplicar um golpe milionário em produtores e empresários do agronegócio na região de Rio Verde.
Inicialmente, o Ministério Público alegava que Vinicius e os outros 15 formavam uma organização criminosa. No entanto, o STJ entendeu que não havia provas suficientes de uma estrutura organizada e estável com divisão de tarefas entre Vinicius e os demais.
Segundo a decisão, as outras pessoas foram incluídas na investigação apenas por serem sócias de Vinicius ou terem algum tipo de relação com ele.
O STJ determinou que não existia o crime de organização criminosa, pois o Ministério Público não conseguiu comprovar a existência de uma estrutura permanente e estável com divisão de tarefas entre Vinícius e os outros quinze investigados.
Ficou constatado que Vinícius agia sozinho, sendo o único a entrar em contato com os produtores para fechar contratos e receber os valores, sem repassá-los, causando um prejuízo de R$ 33 milhões.
Com a decisão do STJ, o processo volta para Rio Verde, e Vinicius Martini de Melo responderá apenas pelo crime de estelionato. Os outros 15 investigados foram liberados das acusações de organização criminosa.
É importante lembrar que, até o momento, ninguém está preso. Alguns dos investigados que usavam tornozeleira eletrônica deixarão de ser monitorados. Vinicius Martini de Melo ainda não se entregou à polícia e agora é o único investigado no caso.

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