Sobrinhos de delegado teriam torrado dinheiro de clientes com dízimos, viagens e restaurantes chiques
Casal distribuiu pix para Igreja Universal, bancou cota de avião no valor de quase R$ 40 mil e para custear corte de cabelo barbearia "cara" da capital, diz denúncia

Uma auditoria nas contas da franquia “Feirão do Piso”, em Goiânia, à época de propriedade de Fabrício Gonçalves Cavalcante Barros e Isabela Barros de Carvalho Cavalcante, sobrinha do delegado Alexandre Bruno (este último acusado de envolvimento no caso), revelou que o casal teria utilizado recursos de maneira irresponsável, resultando em rombo no cofre da empresa.
De acordo com extratos bancários analisados pelo portal G5News e pelo programa “Goiás da Gente”, das rádios Mania FM e Bons Ventos FM, Fabrício e Isabela teriam destinado fundos para pagamentos de dízimos em igrejas, restaurantes e padarias chiques de Goiânia, além de custear despesas com aeronave.
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A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, teria recebido transferências via Pix que totalizam R$ 2,3 mil em um único mês. Os documentos registram também doações para outras instituições religiosas.
Um Pix no valor de R$ 700, efetuado em um único dia para uma padaria renomada da capital, evidencia a falta de controle financeiro.
Os gastos da empresa também incluíam serviços pessoais, como uma barbearia sofisticada da capital, onde um corte de cabelo e barba custa a bagatela de R$ 200.
Outro ponto preocupante nos extratos é que, mesmo diante de cheques devolvidos pela franqueadora devido a erros de assinatura e salários de funcionários atrasados, Fabrício realizava transferências de grandes somas para suas contas pessoais.
O casal também é acusado de dissipar milhares de reais em pagamentos de mão de obra particular, despesas com farmácias, compras em lojas de brinquedos e outras saídas financeiras descontroladas.
Destaca-se ainda o pagamento de uma cota de avião no mês de novembro, no valor de R$ 38,5 mil.
Fabrício e Isabela teriam, ainda, utilizado recursos da franquia para quitar dívidas de empresas que administraram anteriormente. As rescisões trabalhistas teriam ultrapassado R$ 2 milhões.
Após a descoberta do rombo financeiro, o casal desapareceu, comunicando-se apenas por meio de advogados.
A denúncia sugere que os acusados poderiam estar se valendo do parentesco com o delegado Alexandre Bruno, responsável pela Delegacia do Idoso em Goiânia, para interferir nas investigações.
O delegado, conforme mencionado no link a seguir, solicitou a prisão do empresário Tiago do Piso e de sua esposa, sendo posteriormente qualificado como “bizarro” pelo juiz.
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