Sobe para seis o número de criminosos goianos mortos no Rio de Janeiro
Segundo as autoridades, o grupo mantinha ligação com o tráfico interestadual de drogas e armas e usava as comunidades como refúgio.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou, por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (31), que subiu para seis foragidos da Justiça goiana mortos durante a Operação Contenção, realizada em comunidades do Rio de Janeiro. A identificação foi feita a partir de um trabalho conjunto entre as Polícias Científicas de Goiás e do Rio, que cruzaram dados e registros biométricos.
De acordo com a SSP-GO, os mortos são:
Marcos Vinicius da Silva Lima, vulgo Rodinha ou Brancão;
Éder Alves de Souza, vulgo Disquete;
Adan Pablo Alves de Oliveira, vulgo Madruga;
Fernando Henrique dos Santos, vulgo Fernandinho;
Cleiton Cesar Dias Mello, vulgo Cleitinho;
Vanderley Silva Borges, vulgo Deley.
A operação, conduzida pelas forças de segurança fluminenses com o apoio de informações de inteligência de outros estados, teve como objetivo localizar criminosos de facções de fora do Rio que se escondiam em favelas cariocas. Segundo as autoridades, o grupo mantinha ligação com o tráfico interestadual de drogas e armas e usava as comunidades como refúgio para evitar a prisão em Goiás.
A SSP-GO reforçou que a confirmação dos óbitos foi possível graças ao contato direto e integrado entre os órgãos periciais dos dois estados. “A identificação dos foragidos demonstra a importância do intercâmbio de informações entre as forças de segurança”, destacou a pasta em nota.
Essa já é a segunda atualização sobre o caso, que inicialmente havia apontado quatro goianos mortos na ação. Agora, com a confirmação dos seis nomes, as investigações seguem para mapear outros possíveis envolvidos que possam ter fugido da operação ou mantido ligação direta com o grupo.
A Operação Contenção integra um esforço conjunto entre as forças estaduais e federais para enfrentar o avanço de organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país. Mais de 115 pessoas morreram durante a ação, já chamada de a mais letal da história do país. Dentre os mortos, há quatro policiais.

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