Sindicato avisa que transporte coletivo de Anápolis pode parar a qualquer momento
O pedido de reajuste feito desde o ano passado é de 10%, mas até agora, não há acordo com a categoria.

Uma possível greve ainda é cogitada entre trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis, que travam uma batalha para ter suas reivindicações atendidas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (SITTRA), a possibilidade de paralisação está em pauta. Há quase um ano, em 7 de fevereiro, houve uma greve de um dia, o que afetou várias áreas do município, sobretudo o comércio.
Em novembro de 2024, o então prefeito Roberto Naves (Republicanos) autorizou o reajuste de 6% na passagem de ônibus, ou seja, de 30 centavos, elevando o preço para R$ 5,25 para quem paga no cartão da Urban. O novo valor começou a valer no dia 1º de dezembro. A passagem para usuários que compram no dinheiro ficou estabelecida em R$ 6,00.
Ao todo, a Urban tem cerca de 400 funcionários, não só motoristas, mas em outras funções. O salário médio é de R$ 2.608,02. O pedido de reajuste feito desde o ano passado é de 10%, mas até agora, não há acordo com a categoria. À época, a empresa alegou que o percentual era insuficiente para atender às demandas do SITTRA, que agora volta a pressionar pelo reajuste salarial dos motoristas.
Em dezembro de 2024, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) interveio, suspendendo uma greve planejada pela categoria e determinando um reajuste de 3,34% a partir daquele mês. No entanto, conforme o sindicato, a decisão judicial não abrangeu todas as demandas da classe.
Rodrigues lembrou que a negociação começou ainda em maio de 2024, quando foi entregue a pauta de reivindicações. Apesar das tentativas de negociação, não houve avanço para atender aos pedidos da categoria, e itens como o pagamento retroativo desde junho de 2024, o tíquete de férias e a ajuda financeira para motoristas que também atuam como cobradores permanecem sem solução.
O atual prefeito Márcio Corrêa (PL) afirmou em entrevista coletiva no dia 8 de janeiro que “em breve” teria boas notícias para os usuários do transporte coletivo e citou a possibilidade de redução da passagem e melhoria do serviço. No entanto, até o momento nada foi acertado e a categoria pode parar a qualquer momento. De acordo com o sindicato, todos os órgãos competentes já foram notificados.

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