Servidora frauda licitações e causa prejuízo de quase R$ 1 milhão à prefeitura
Denúncia do MPGO aponta que a pregoeira Aline Aparecida da Silva cometeu o crime com “empresários” que participavam das licitações entre os anos de 2017 e 2019.

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Formosa (281 km da Capital), denunciou a servidora Aline Aparecida da Silva, então pregoeira-chefe do município, e os “empresários” Aécio José Fernandes, Vanessa Maris Araújo Fernandes, André Luiz Gontijo de Souza, Valter Von Muller, Emílio José Taveira e Célio Monteiro Guimarães à Justiça por fraude a licitações que causou quase R$ 1 milhão de prejuízo aos cofres públicos.
A Justiça decretou o “sequestro” dos bens dos investigados no valor total de R$ 816,6 mil, de seis dos sete réus, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os réus.
De acordo com a denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Douglas Chegury, no primeiro semestre de 2017, os sete “se uniram para, deliberadamente, fraudar a licitação realizada sob a modalidade de Pregão Presencial nº 17/2017, que teve como objeto a contratação de veículos para a prestação de serviços ao município de Formosa”.
A denúncia detalha que Aline Aparecida da Silva, então pregoeira-chefe do município de Formosa, produziu todos os documentos da licitação, desde as propostas até os atos de declaração, todos em data anterior à realização do pregão, estabelecendo quais seriam os vencedores e os valores que seriam pagos a cada um dos contratados previamente definidos.
Além disso, de acordo com o relatado, os vencedores do pregão, embora tenham recebido integralmente os valores contratados, não prestaram os serviços correspondentes. Houve apenas a execução parcial, mas com recebimento integral.
Uma das empresas, narra a peça acusatória, a AJ Transportadora e Construtora Eireli, registrada em nome de Aécio José Fernandes, não prestou o serviço contratado. A empresa foi criada semanas antes da licitação fraudada e pertencia, na realidade, a Vanessa Maris e André Gontijo.
O MPGO descobriu que a AJ Transportadora foi estruturada exclusivamente para participar das licitações, mantendo ocultos os sócios de fato.
Vanessa Maris, de acordo com Douglas Chegury, deu cobertura à fraude ao apresentar proposta na mesma licitação por meio de outra empresa que possui em sociedade com o marido, André Gontijo. Já no caso de Célio Monteiro Guimarães, Valter Von Muller e Emílio José Taveira, houve prestação parcial dos serviços e recebimento integral.
Juiz apontou que o MPGO conseguiu comprovar a ocorrência do crime.
Ao decretar a indisponibilidade dos bens, o juiz Eduardo de Agostinho Ricco afirmou que a denúncia do MPGO provou a materialidade do crime e apresentou fortes indícios de que os denunciados se beneficiaram de procedimentos fraudulentos realizados de janeiro de 2017 a agosto de 2019.
O sequestro de bens foi determinado da seguinte forma:
- R$ 225 mil de Andressa Maris Fernandes, André Gontijo Araújo e Aécio Fernandes
- R$ 23.200,00 de Emílio Taveira
- R$ 91.200,00 de Valter Von Muller
- R$ 27.200,00 de Célio Monteiro

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais












