Servidor da prefeitura de Goiânia preso por "tráfico de drogas" é solto e vai usar tornozeleira eletrônica; veja vídeo
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Anderson vendia os produtos ilícitos através de redes sociais e interagia com os clientes utilizando um número de telefone registrado no exterior

Anderson Guimarães Silva, servidor concursado da Prefeitura de Goiânia, foi solto após decisão judicial, depois de ter sido preso sob a acusação de tráfico de drogas. Anderson, que ocupa função de assistente administrativo na Secretaria de Gestão de Negócios e Parcerias, foi detido na última terça-feira (08), após uma denúncia anônima que levou a polícia a apreender com ele cigarros eletrônicos com óleo de maconha e anabolizantes.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Anderson vendia os produtos ilícitos através de redes sociais e interagia com os clientes utilizando um número de telefone registrado no exterior. Postagens nas redes sociais revelaram que ele oferecia promoções dos produtos. Apesar de seu emprego público, onde recebe um salário de R$ 7.800, Anderson também atua como personal trainer e quiropraxista, aproveitando seus períodos de folga para realizar as vendas.
Após uma audiência de custódia, o juiz concedeu liberdade provisória a Anderson sob determinadas condições cautelares.
“Eu vou conceder para o senhor a liberdade provisória, mediante termo de compromisso de comparecimento a todos os atos do processo, não mudar de endereço, emprego e comunicação a esse juízo, abstenção da prática de novos delitos e eu vou fixar uma interação eletrônica com o senhor pelo prazo de 90 dias, bem como recolhimento noturno durante esse período. O senhor tem que recolher às 22 horas na sua residência e também não sair no dia seguinte até às 6 horas da manhã”, determinou o magistrado.
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Mesmo em liberdade, Anderson responderá pelo crime de tráfico de drogas.
A Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias informou que o caso pelo qual Anderson foi preso não está relacionado ao exercício de suas funções públicas. A controladoria geral do município acompanhará o caso em colaboração com as autoridades responsáveis para adotar as medidas apropriadas conforme o andamento das investigações.
A defesa de Anderson é realizada pela Defensoria Pública, que optou por não se manifestar sobre o caso.

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