Sem receber salário, décimo e férias, enfermeiros entram em greve em Goiânia
A paralisação conta principalmente com trabalhadores celetistas, ou seja, de contratos do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Os enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam no Hospital e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, paralisaram as atividades de forma oficial no último sábado (14). Desde o início da semana, a greve da categoria estava aprovada, mas os profissionais decidiram parar gradualmente na esperança de um acordo. De acordo com o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (Sieg), está mantido apenas 30% dos atendimentos de urgência e emergência, conforme determina a legislação. Funcionários das maternidades Dona Iris e Nascer Cidadão também pararam.
A paralisação conta principalmente com trabalhadores celetistas, ou seja, de contratos do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Dentre as reivindicações dos profissionais, estão o pagamento de salário do mês de novembro de 2024, Pagamento da primeira parcela do 13º salário e o Pagamento de adiantamento de férias.
A Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), responsável pela gestão das maternidades municipais, informou por meio de nota que reconhece o direito de greve dos profissionais, conforme estabelecido pela Lei nº 7.783/1989, que exige a manutenção de 30% do efetivo em serviços essenciais.
A Fundach pontua que dos 1,5 mil colaboradores, cerca de 48% são enfermeiros ou técnicos de enfermagem, o que totaliza 733 profissionais. Outros 76 servidores são vinculados diretamente à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS). A Fundahc enfatizou a importância da classe para a assistência aos pacientes e manifestou solidariedade aos trabalhadores.
Outros fatores de caos na Saúde de Goiânia
Além da greve, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) acatou uma solicitação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e determinou a intervenção do Estado de Goiás na área de Saúde do Município. Conforme o MP-GO, a intervenção terá caráter liminar e vigência até 31 de dezembro deste ano. Uma equipe deve conduzir a crise e fazer a transição para o prefeito eleito Sandro Mabel (União), que assume a gestão em 1º de janeiro de 2025.
Na sexta-feira (6), a enfermeira Fabiana Ribeiro de Sousa e o maqueiro Valteir Vieira dos Santos Junior foram detidos pela Polícia Militar de Goiás (PM-GO), por desobediência e resistência. Um vídeo de câmeras de segurança da unidade mostra quando o maqueiro é contido por um golpe "mata-leão" de um dos policial e é algemado.

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