Salgados de fábrica infestada de baratas eram vendidos em feiras de Goiânia e Aparecida
As investigações apontaram que a produção dos salgados na fábrica acontecia sem qualquer tipo de fiscalização no Jardim Esmeraldas

Operação conjunta da Polícia Civil de Goiás e da Vigilância Sanitária de Goiânia, que resultou na interdição de uma fábrica clandestina de salgados, tortas de frango e pizzas que operava em condições de extrema insalubridade, incluindo infestação de baratas, no bairro Jardim Esmeralda, em Goiânia, na última terça-feira (21), revelou que os produtos eram amplamente comercializados em feiras e lanchonetes de Goiânia e Aparecida de Goiânia, colocando em sério risco a saúde pública.
A residência, que funcionava como unidade de produção sem qualquer tipo de licença ou fiscalização sanitária, foi descoberta após investigações que apontaram a manipulação de alimentos em um ambiente completamente inadequado. De acordo com as autoridades, o local apresentava uma chocante falta de higiene, ausência total de estrutura apropriada para a manipulação de alimentos e a presença generalizada de pragas, como baratas, que contaminavam o processo produtivo.
Os salgados, tortas de frango e pizzas eram fabricados sem qualquer controle de qualidade ou segurança alimentar e, em seguida, distribuídos para diversos pontos de venda. A abrangência da distribuição é um dos pontos de maior preocupação para as autoridades, visto que os produtos chegavam diretamente às mesas de consumidores desavisados em feiras livres e estabelecimentos comerciais de alimentação rápida tanto na capital goiana quanto na cidade vizinha de Aparecida de Goiânia.
A responsável pela fábrica clandestina foi autuada em flagrante e deverá responder por infração de medida sanitária preventiva, conforme previsto no artigo 268 do Código Penal. A pena para este tipo de crime pode variar de um mês a um ano de detenção, além de multa.
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A Polícia Civil, por meio da Central Geral de Flagrantes, que conduziu a operação com o apoio técnico da Vigilância Sanitária, reforçou o compromisso com a proteção da saúde da população. A ação visa combater práticas ilegais que comprometem a segurança alimentar e o bem-estar coletivo, garantindo que os alimentos consumidos pela população atendam aos padrões mínimos de higiene e qualidade.
A interdição serve como um alerta para a importância da fiscalização contínua e para que os consumidores estejam atentos à procedência dos alimentos que adquirem, especialmente em locais que não exibem as devidas licenças sanitárias.

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