Ruínas viram esconderijo do crime e prefeitura anuncia demolições na Goiás; veja vídeo
A umidade constante e a precariedade das construções comprometeram paredes e colunas, aumentando o perigo para quem circula ou se abriga nesses locais.

A Prefeitura de Goiânia afirmou que não pretende remover moradores da chamada Favela do Vietnã, no Setor Norte Ferroviário, próximo a Região da 44 e rodoviária, mas confirmou que irá demolir estruturas abandonadas e em ruínas construídas em Áreas de Preservação Permanente (APP), por representarem risco à segurança pública e ao meio ambiente.
Segundo o secretário municipal de Eficiência, Fernando Antônio Peternella, o foco das ações são imóveis sem condições de uso — muitos deles erguidos às margens do Córrego Capim Puba e do Ribeirão Anicuns — que, conforme laudos da Defesa Civil, apresentam risco iminente de desabamento. A umidade constante e a precariedade das construções comprometeram paredes e colunas, aumentando o perigo para quem circula ou se abriga nesses locais.
Na manhã desta segunda-feira (2), a Polícia Militar de Goiás deu apoio a uma ação integrada da Prefeitura de Goiânia na Avenida Goiás. A operação contou com a participação da Secretaria de Eficiência, Secretaria de Assistência Social, Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) e Guarda Metropolitana de Goiânia (GCM), com o objetivo de vistoriar áreas abandonadas usadas como esconderijo por usuários de drogas e foragidos da Justiça.
De acordo com Peternella, parte da área é pública por se tratar de APP, mas há também imóveis particulares desabitados, incluindo um antigo loteamento da década de 1940 e um hotel desativado há vários anos. O prédio, segundo o secretário, já possui relatório da Defesa Civil recomendando a demolição devido ao avançado estado de deterioração. “As paredes estão rachadas, as colunas comprometidas. É perigoso até para entrar”, afirmou.
O secretário reforçou que não haverá remoções forçadas de moradores e que equipes da assistência social estiveram no local oferecendo alternativas, como programas habitacionais e encaminhamentos sociais, para quem desejar deixar a área. “Não vamos mexer com quem mora ali. O foco são ruínas e estruturas que colocam vidas em risco”, garantiu.
A prefeitura informou que os proprietários de imóveis particulares abandonados serão notificados para realizar a demolição. Caso não haja providências, o município executará o serviço e lançará os custos no IPTU. A expectativa é que a derrubada das estruturas conhecidas como “mocós” comece na próxima semana.
Após as demolições, a AMMA será responsável pela recuperação ambiental da área, com replantio de espécies nativas e limpeza do local, visando evitar focos de dengue e chikungunya. Segundo Peternella, a ação busca interromper um ciclo de degradação ambiental, insegurança e abandono. “Não é uma medida contra moradores, mas contra o risco”, concluiu.

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