Queda no preço do etanol não chega à bomba e revolta motoristas em Goiás; veja vídeo
“Diferença passa de R$ 2 por litro” e consumidores seguem pagando caro mesmo com queda nas usinas

Apesar da forte queda no preço do etanol nas usinas de Goiás nas últimas semanas, o alívio ainda não chegou ao bolso dos motoristas. A diferença entre o valor na produção e o cobrado nos postos já ultrapassa R$ 2 por litro, levantando questionamentos sobre os custos e margens ao longo da cadeia.
A safra da cana-de-açúcar avança em Goiás e já começa a impactar o preço do etanol nas usinas. Nos últimos dois meses, o valor do litro caiu de R$ 2,83, registrado em 6 de março, para R$ 2,26 no levantamento mais recente. Com os estoques em alta, a tendência natural tem sido de queda no preço na origem.
Mas, na prática, o cenário é outro para o consumidor. Dados da ANP apontam que o preço médio do etanol nos postos de Goiânia está em R$ 4,94 — uma diferença que ultrapassa R$ 2 por litro em relação ao valor praticado pelas usinas.
Diante disso, cresce a insatisfação entre motoristas, que não veem refletida na bomba a redução registrada no campo. A pergunta é direta: por que o preço caiu na produção, mas não chegou ao consumidor?
As usinas goianas afirmam que já praticam o menor preço do etanol no país e cobram explicações dos demais elos da cadeia. Segundo representantes do setor, “cabe às distribuidoras e aos postos explicarem porque os preços em Goiás estão acima dos nacionais, sendo que na usina temos os menores valores”.
O contraste fica ainda mais evidente quando comparado a outros estados produtores. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio do etanol nas bombas é de R$ 4,29 — significativamente mais baixo do que em Goiás, que lidera o ranking de preços mais altos entre estados produtores, mesmo em plena safra.
Especialistas apontam que a diferença entre o preço da usina e o valor final envolve uma série de fatores. O economista Danilo Orcida destaca que há margens de distribuição e revenda, além de custos operacionais. “Na medida em que se reduzem custos, isso pode representar queda no preço ou aumento das margens de lucro dos intermediários”, explica.
Além disso, entram na conta impostos e despesas com frete, que impactam diretamente o valor final ao consumidor.
Já o sindicato dos postos de combustíveis argumenta que os estabelecimentos não têm controle sobre o preço de origem. Segundo o setor, os postos compram o etanol das distribuidoras — e não diretamente das usinas — o que influencia no repasse dos valores.
Outro fator apontado é o tempo de ajuste. “A redução do preço sempre é mais lenta porque existem estoques tanto nas distribuidoras quanto nos postos. À medida que esses estoques são renovados com valores mais baixos, o repasse acontece”, afirma a entidade.
Mesmo com a demora, a expectativa é de que a queda nas usinas comece a aparecer nas bombas nas próximas semanas. Enquanto isso, motoristas seguem pressionados pelos preços elevados — e atentos a cada centavo na hora de abastecer.

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais











