Puxada por redução do ICMS da energia e gasolina, Goiânia tem menor inflação entre capitais
Apesar do fôlego na conta de luz e na hora de encher o tanque, o supermercado continua sendo vilão dos goianienses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (26), apontou que Goiânia registrou queda inflacionária de – 0,98% se comparado ao mês junho (0,54%).
Esta foi a maior redução no período entre a capitais pesquisadas. A maior alta inflacionária foi em Recife (0,87%), especialmente por conta da gasolina (1,25%) e do lanche (3,95%).
Por aqui a situação foi exatamente ao contrário. A queda foi influenciada pelas reduções no preço da gasolina, de 11,91%, e da energia elétrica, 12,02%, devido à redução na alíquota do ICMS.
Porém, se encher o tanque e usar equipamentos elétricos ficaram mais baratos, a conta do supermercado ainda continua salgada para os goianienses.
Cereais e legumes subiram 2,49%, seguido de farinhas e massas (1,13%). Entretanto, nada pesou mais no bolso do consumidor do que leite e derivados, que sofreram reajuste de 10,99%.
No setor de vestuários, apenas joias e bijuterias tiveram queda (-1,85%).
Produtos farmacêuticos, óticos, médicos e dentistas, além de serviços laboratoriais e hospitalares registraram alta. Como não poderia deixar de ser, os planos de saúde também contribuíram para o aumento. Higiene pessoal, serviços e produtos ligados à educação, como material escolar, por exemplo, também registraram alta.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de junho a 13 de julho de 2022 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de maio a 13 de junho de 2022 (base).
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
Inflação Brasil
Já a média nacional registrou 0,13% em julho, 0,56 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em junho (0,69%). Essa é a menor variação mensal do IPCA desde junho de 2020 (0,02%).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79% e, em 12 meses, de 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2021, a taxa foi de 0,72%.
Ocorreram variações positivas em seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. O maior impacto (0,25 p.p.) veio de Alimentação e bebidas (1,16%), que acelerou em relação a junho (0,25%).
Já a maior variação veio de Vestuário (1,39%), que acumula, no ano, alta de 11,01%.
No lado das quedas, destacam-se os grupos Transportes (-1,08%) e Habitação (-0,78%), que contribuíram conjuntamente com -0,36 p.p. no índice do mês. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,05% em Comunicação e a alta de 0,79% em despesas pessoais.

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