Professores cobram de Rogério Cruz reajuste 33% dado por Bolsonaro; Vereador pede cassação

Servidores da Educação municipal de Goiânia, que estão em greve desde à terça-feira (15), após rejeitarem proposta de reajuste salarial de 7,5% e não receberam “nova oferta”, realizaram protesto pelos corredores da Câmara de vereadores, nessa terça-feira (22), pedindo “aumento” de 33,23%, conforme anunciado pelo Governo Federal.
O ensino municipal da Capital completa nesta terça-feira (22) 8 dias de paralização.
Os professores e administrativos andaram pelos corredores da Casa de Leis com cartazes reafirmando a greve, afirmando que “data-base é lei”, apitos e até mês um caixão, além do grito de guerra “Educação na rua, prefeito a culpa é sua!”.
O vereador petista Mauro Rubem protocolou pedido de cassação do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, pelo não pagamento do reajuste de 33,23% dos professores.
De acordo com o vereador, que recebeu os manifestantes na Casa, Rogério desrespeitou a Lei Municipal nº 9528/2015 que assegura o reajuste automático aos profissionais da Educação, nos mesmos índices e na mesma data estabelecida pelo Ministério da Educação.
“Que o prefeito não respeita a educação e os servidores públicos, para nós, não é surpresa, já que estamos desde o ano passado reclamando pela concessão da data-base, que ele se nega a conceder. Mas que não obedece à lei, ele que foi um parlamentar, não dá para admitir.”, diz o parlamentar.
Ainda segundo Mauro Rubem, a Câmara deve formar comissão para intervir e ajudar nas negociações entre a categoria e a prefeitura.
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Professores de Goiânia entram em greve para cobrar reajuste salarial de 33%
Entenda
Servidores da educação de Goiânia decidiram, durante assembleia na terça-feira (15), entrar em greve por tempo indeterminado após rejeitarem proposta de reajuste salarial de 7,5% oferecida pela prefeitura no dia 10 deste mês, quando instituíram "estado de greve" e aguardaram até esta semana para decidir pela paralisação.
Nesta quarta-feira (16), centenas de profissionais se reuniram em frente ao Paço Municipal para cobrar o reajuste anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) à categoria de 33,24% e a data-base dos servidores administrativos referente aos últimos três anos.
Com a iniciativa dos profissionais, a Secretaria Municipal de Educação (SME) ainda não contabilizou quantas escolas aderiram à greve, mas ressaltou que 110 mil alunos podem ser prejudicados pela greve.
Os servidores se reuniram em frente ao Paço Municipal e seguiram em passeata e carreata até à nova sede da Assembleia Legislativa (Alego), onde reivindicaram o aumento de 33,24% no piso salarial da categoria, referente ao percentual aprovado pelo Governo Federal em janeiro.
A categoria pede o "aumento" não apenas para quem ganha abaixo do piso salarial, mas aplicado na carreira.
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