Professora diz para alunos que ser homossexual é ‘impuro’; veja vídeo
Ocorrência foi registrada na última quinta-feira (11) numa turma de 1º ano do Ensino Médio do Colégio Municipal Castro Alves, onde a maioria dos alunos tem idade entre 15 e 16 anos

Professora de inglês na Rede Municipal de Ensino de Posse (511 km da Capital), Maria Elizete Anjos foi “flagrada”, e, vídeos gravados por alunos, afirmando que “ser homossexual” é “impuro”, que homem foi feito para mulher e mulher para o homem, além de ressaltar que poderiam chamá-la de homofóbica devido suas convicções.
Fato foi registrado na última quinta-feira (11) numa turma de 1º ano do Ensino Médio, onde a maioria dos alunos tem idade entre 15 e 16 anos.
De acordo com as imagens, a professora começa falando sobre “a confusão” que os adolescentes podem ter sobre sua sexualidade devido aos hormônios aflorando nessa faixa etária, então pede que os alunos “esperem” para que desfaçam as “dúvidas”, quando afirma que relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo é “errado”.
A professora, diante dos seus argumentos, chega a mandar os alunos ficarem nus em frente ao espelho, olharem seus corpos para se reconhecerem como homens ou mulheres.
“Se você é homem, foi feito para mulher e mulher feita para o homem. E o que foge disso é impuro. Olha no espelho, tira a roupa e olha no espelho, você é mulher. E mulher fica com homem. A opinião de Maria Elizete. Qual a opinião de um homem ficar com homem e mulher ficar com mulher? Qual o problema? Todos os problemas!”, afirma a professora, que chega a ser questionada pelos estudantes e ainda assim continua.
Em seguida afirma que “podem chama-la de homofóbica se quiserem”.
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Após as imagens circularem pelas redes sociais com uma repercussão bastante negativa, Maria Elizete recuou das falas, negou os comentários homofóbicos, que a mesma aponta como “reprováveis”, e que preza pelo respeito a todos, independentemente de suas condições, palavras e pensamentos.
“Não são verdadeiros os supostos comentários homofóbicos atribuídos a mim. No caso concreto ao se analisar atentamente todo o contexto e os diálogos, em momento algum quis constranger ou macular qualquer pessoa, gênero ou grupo de pessoas. Ainda que eventualmente possa ter escolhido mal algumas palavras, em momento algum estas se amoldam ao reprovável conceito de homofobia”, disse a professora.
Por fim, Maria Elizete pede desculpas a quem tenha se sentido ofendido.
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Posse disse que tomou conhecimento dos vídeos gravados pelos alunos e está investigando toda situação.
“A Secretaria Municipal de Educação e Cultura não compactua com quaisquer manifestações de preconceito ou discriminação decorrente da orientação sexual, raça, credo, origem étnica, posicionamento político ou grupo social”, diz a nota do órgão.
Foi feita uma reunião com a professora, pais e alunos e a secretaria aguarda a ata para dar andamento às providências cabíveis para a resolução do caso de forma imparcial.
“A escola é o espaço da ética, justiça, dignidade, respeito, responsabilidade, amizade, honestidade, solidariedade, autodisciplina, amor, confiança, compreensão, paz e fraternidade. As atitudes isoladas de um profissional não devem desabonar o trabalho da equipe do Colégio Municipal Castro Alves”, finaliza a nota.
Caso segue em investigação.
Veja o vídeo

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