Professor goiano que tenta escapar da Ucrânia segue “preso” no país; veja vídeo
Após quase 4 dias tentando deixar o país em guerra, Gabriel Felipe Costa e uma amiga brasileira chegaram à fronteira com a Romênia, mas a travessia está fechada por guardas.

O goiano Gabriel Felipe Costa, 25 anos, que tenta deixar a Ucrânia desde à invasão militar da Rússia, que começou nas primeiras horas da última quinta-feira (24) e tem registrado por vídeo a situação no país e as dificuldades para conseguir se manter em segurança, conseguiu chegar à fronteira com a Romênia, nesse domingo (27), mas a travessia está bloqueada por militares e o jovem continua “preso”.
Professor de inglês, Gabriel, que mora em Kiev, Capital ucraniana, há mais de três anos, começou a tentativa de escapar da guerra ainda na quinta-feira (24), quando pediu carona e usou um monociclo para tentar escapar. Seguiu em direção a Bila Tserkva, onde mora uma amiga brasileira, cerca de 85 km de distância.
O jovem tem relatado toda a sua fuga da Ucrânia pelo Instagram. Antes de sair da Capital, por volta das 19h do horário local, ainda no dia 24, o brasileiro foi até um supermercado e mostrou as prateleiras praticamente vazias, já que os moradores precisam estocar alimentos. Em seguida, ele partiu em direção a uma estação de metrô, que estava totalmente lotada.
Após encontrar com a amiga, os dois partiram para fronteira com a Romênia, onde iriam se refugiar. Os guardas da região informaram que o trânsito para carros está fechado e a previsão é de quatro dias. Só estão atravessando populares a pé e, mesmo assim, de forma muito lenta.
“A fronteira está nesse momento está fechada, não está passando ninguém, só estão passando pessoas andando e muito lentamente. Recebi a previsão de quatro dias de espera no carro. Tomamos a decisão de voltar para Chernivtsi”, disse na rede social.
Gabriel e a amiga retornaram da fronteira, estão hospedados na casa de uma família ucraniana e agora avaliam a possibilidade de irem para outras fronteiras tentar deixar o país.
No entanto, o professor ainda não decidiu se volta ao Brasil. Ele explicou que tem o trabalho em Kiev e seus pertences. A ideia inicial e se refugiar num local seguro e aguardar por um período para ver se a guerra termina em alguns dias.
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Invasão russa
Tropas militares da Rússia invadiram a Ucrânia na madrugada da quinta-feira (24), após um vídeo publicado pelo presidente russo Vladimir Putin, onde ele autoriza o envio do exército para o País vizinho. Ainda ontem, foram registrados ataques em várias regiões ucranianas.
Nesta sexta-feira (25), os militares começaram a chegar próximo a Kiev, Capital da Ucrânia. Putin exigiu ao governo ucraniano para que entregasse as armas e retirassem o presidente Volodymyr Zelensky do poder como forma de cessar o ataque.
No meio do caos, milhares de ucranianos e pessoas de outras nacionalidades tentam fugir para regiões vizinhas, como Polônia, Romênia, Hungria e Eslováquia. Segundo o Itamaraty, pelo menos 500 brasileiros estão morando no País europeu.
A Embaixada do Brasil na Ucrânia informou que está planejando a retirada cerca de 50 a 70 pessoas em um trem, que parte de Kiev ainda na noite desta sexta com direção ao Oeste ucraniano. No entanto, alegou que, por questões de segurança e falta de transporte, a partida pode não ocorrer.
Caso seja possível seguir com o trajeto, os brasileiros devem conseguir carona ou um carro para irem até a fronteira com a Romênia, já que a Embaixada argumentou não ter "condições" de garantir o transporte.
O Governo Federal está planejando enviar um avião da Forças Armadas Brasileiras (FAB) para buscar o grupo na Romênia. O resgate aéreo não pode ser feito no País que está sendo atacado, pois todo o espaço aéreo está fechado para qualquer tipo de voo desde essa quinta.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 50 mil pessoas já fugiram da Ucrânia em dois dias. O clima é tenso, com autoridades pedindo aos moradores que deixem o País ou estoquem alimentos e permaneçam em zonas consideradas seguras.
No entanto, homens com idade entre 18 e 60 anos foram proibidos de saírem, já que estão sendo convocados para participar da "resistência" ao ataque.
O presidente ucraniano disse, ontem, que daria armas aos civis que também quisessem lutar na guerra. Já nesta sexta, uma rede de televisão ensinou os moradores como produzirem "coquetel molotov", um explosivo químico.
Veja o vídeo

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