Prefeitura de Goiânia "não paga" e Hospital Araújo Jorge suspende atendimentos
De acordo com nota oficial divulgada pelo hospital, os atendimentos de primeira consulta estão paralisados a partir desta terça-feira (17) por tempo indeterminado

O Hospital de Câncer Araújo Jorge, uma das principais referências no tratamento oncológico em Goiás, anunciou que os atendimentos de primeira consulta regulados pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), a partir desta terça-feira (17), estão suspensos por tempo indeterminado e ocorre devido à grave situação financeira enfrentada pela instituição, resultante da ausência de repasses da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.
De acordo com nota oficial divulgada pelo hospital, a decisão foi tomada após diversas tentativas frustradas de resolver o problema com a Secretaria Municipal de Saúde.
"Foram feitas inúmeras tentativas pela Diretoria para evitar qualquer interrupção nos atendimentos. No entanto, a ausência de repasses financeiros agravou a crise, tornando insustentável a continuidade plena das operações", informou o hospital.
Apesar da suspensão das primeiras consultas, o hospital destacou que os pacientes que já estão em tratamento contra o câncer no Araújo Jorge não serão afetados e continuarão recebendo atendimento normalmente. A instituição reafirmou seu compromisso com os pacientes que já estão em acompanhamento, buscando minimizar os impactos da decisão.
No entanto, para os pacientes que tinham consultas de primeira vez agendadas a partir do dia 17 de dezembro, o hospital orienta que procurem o Complexo Regulador da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia para informações e redirecionamento.
A crise que resultou na suspensão dos atendimentos é reflexo de um impasse financeiro entre o Hospital Araújo Jorge e a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia. Segundo a Diretoria do hospital, os repasses financeiros necessários para manter os serviços de primeira consulta regulados não foram realizados pela SMS, o que comprometeu o orçamento da instituição.
A situação se tornou insustentável após meses de negociações que não apresentaram resultados concretos. Os custos operacionais do hospital, que incluem exames, consultas médicas, tratamentos oncológicos de alta complexidade e manutenção da infraestrutura, não puderam ser sustentados sem os recursos pactuados via regulação municipal.
Apesar da crise, o hospital garantiu que segue comprometido com os pacientes já em tratamento e que está empenhado em buscar uma solução para a situação o mais breve possível. Além disso, a nota oficial do Araújo Jorge destacou a necessidade de um diálogo mais efetivo com a Secretaria Municipal de Saúde para regularizar os repasses financeiros e restabelecer os atendimentos de primeira consulta.
“Reafirmamos nosso compromisso com a qualidade do atendimento e estamos nos dedicando a encontrar uma solução rápida e definitiva para retomar os atendimentos de primeira consulta. O que está em jogo é o diagnóstico precoce e a vida dos pacientes que dependem do SUS para uma chance de cura”, finalizou a nota.
Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia não havia se manifestado oficialmente sobre a suspensão dos atendimentos e a denúncia de ausência de repasses financeiros.

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