Prefeitura de Goiânia e PM fazem operações para "acabar" com "bebedeiras" em portas de distribuidoras
Promotora Alice de Almeida aponta relatório do Comando do Policiamento da Capital (CPC) que revelou que 40% dos homicídios na Capital ocorrem nas proximidades das distribuidoras de bebidas.

A Polícia Militar de Goiás (PM-GO) está realizando operações em distribuidoras de bebidas em Goiânia, com o objetivo de “acabar” o consumo no local. Essa ação, em parceria com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) e a prefeitura, foi motivada pelo alto índice de criminalidade associado a esses estabelecimentos.
Segundo a promotora Alice de Almeida Freire, titular da 7ª Promotoria de Justiça de Goiânia, um relatório do Comando do Policiamento da Capital (CPC) revelou que 40% dos homicídios na cidade ocorrem nas proximidades das distribuidoras de bebidas.
A promotora enfatizou que esses locais "não são bares" e têm licenciamento apenas para distribuição e venda de bebidas, não para consumo no próprio estabelecimento.
O CPC acionou o MP-GO para tomar medidas legais diante da situação nas distribuidoras, que operam 24 horas por dia. A primeira operação de fiscalização ocorreu no último fim de semana, resultando em notificações para estabelecimentos com irregularidades. A PM continuará realizando essas operações diariamente, sem prazo definido.
Além disso, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Habitação (Seplanh), também recebeu recomendações do MP-GO para intensificar a fiscalização. A Diretoria de Fiscalização da Seplanh verifica licenças de funcionamento e possíveis irregularidades no Cadastro de Atividade Econômica (CAE).
A presença de mesas e cadeiras na porta das distribuidoras, proibida por lei, é uma das questões verificadas. Em caso de irregularidades, os estabelecimentos podem ser multados e até interditados.

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