Prefeito não recua e Guarda Civil intensifica fiscalização para tirar ambulantes das ruas; veja vídeo
Decisão de Mabel reflete uma preocupação com a crescente ocupação pelo comércio informal. A prefeitura argumenta que, sem uma reação apropriada, a região poderia ser tomada por ambulantes, prejudicando o comércio formal

A Guarda Civil Metropolitana de Goiânia intensificou a fiscalização na Região da 44, desde às 4 horas da manhã desta terça-feira (1º), para garantir o cumprimento da determinação do prefeito Sandro Mabel (UB), que proíbe a atuação de ambulantes nas ruas. A medida visa combater o comércio informal e "organizar a cidade", segundo a equipe do prefeito.
Ação da prefeitura tem sido acompanhada de perto, com viaturas da Guarda Civil e vans da fiscalização percorrendo a região, especialmente o contorno, onde se concentra o maior número de ambulantes.
Decisão de Sandro Mabel de retirar os camelôs das ruas da Região da 44 reflete uma preocupação com a crescente ocupação do espaço público pelo comércio informal. A prefeitura argumenta que, sem uma reação apropriada, a região poderia ser tomada por ambulantes, prejudicando o comércio formal.
A situação na Região da 44 é complexa e tem raízes históricas. Em 2014, o então prefeito Paulo Garcia cedeu à pressão e regularizou a feira da madrugada, que acontecia informalmente na região, estabelecendo dias e horários para o seu funcionamento. Em 2018, houve nova pressão e o tempo disponível para a feira da madrugada foi ampliado. Consequentemente, a feira hippie, que funcionava apenas aos sábados, também pressionou para aumentar o seu tempo de funcionamento.
Na gestão passada, a prefeitura cedeu mais uma vez e a feira da madrugada, com cerca de mil barracas, começou a funcionar também às terças-feiras. Com isso, a Região da 44 passou a ter feira todos os dias da semana, com exceção das segundas-feiras. A ocupação das ruas do entorno da região pelos ambulantes é vista como uma consequência desse processo.
A prefeitura argumenta que precisa organizar a situação, sob o risco de perder o controle da região. A associação de ambulantes da 44 é organizada e possui peso político, atuando em parceria com outras entidades. Na gestão passada, os vereadores também cederam à pressão e ajudaram a fortalecer o movimento dos ambulantes.
Segundo o prefeito Sandro Mabel, dos 700 ambulantes que atuam na região, metade possui loja nas galerias e a outra metade possui banca nas feiras. Isso significa que apenas 100 ambulantes dependem exclusivamente do comércio nas ruas. O prefeito propõe duas alternativas: ou os ambulantes vão para a feira, ou se estabelecem nas galerias, onde teriam uma série de vantagens, como aluguel social e prazo para pagar o condomínio. No entanto, os ambulantes preferem continuar nas ruas, onde consideram a estratégia de vendas mais vantajosa.
A pressão para a retirada dos ambulantes também vem dos lojistas e shoppings da região, que consideram a concorrência desleal. Os comerciantes formais argumentam que pagam impostos e têm custos fixos, enquanto os ambulantes não têm esses encargos e ocupam o espaço público, atrapalhando o seu negócio.
A negociação com os ambulantes está sendo conduzida por Flávio Rassi, ligado à FIEG e assessor informal do prefeito Sandro Mabel. A visão do segmento empresarial fortalece a posição do prefeito em exigir a retirada dos ambulantes.
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