Polícia prende fundador da rede de mercados Tatico por “roubo” de fazendas em Goiás
Além do empresário José Tatico, um dos filhos dele também foi detido na manhã desta terça-feira (21), em Goiânia.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (21), o ex-deputado federal e fundador da rede Tatico, José Fuscaldi Cesilio, mais conhecido como José Tatico, 81 anos, e o filho dele, Alessandro José Cesilio, durante a Operação Looping 2, deflagrada nesta terça-feira (21).
Além dos empresários, outras seis pessoas envolvidas no esquema criminoso foram presas até o momento.
De acordo com os investigadores, a quadrilha usou documentos falsos junto a cartórios no Distrito Federal, com a finalidade de se tornar proprietário de grandes fazendas em Goiás.
As investigações tiveram início em 2021, logo após a realização da primeira fase da Operação Looping, deflagrada pela Corf, em janeiro deste ano, quando se apurou que um grupo criminoso, composto por empresários, um advogado e um antigo tabelião do cartório de notas e registro civil de Limeira, em Minas Gerais, havia falsificado documentos, dentre eles uma certidão na Terracap, e invadido uma expressiva área pública, dada como garantia de um empréstimo.
Apurou-se, ainda, que esse antigo tabelião foi afastado por irregularidades em 2015, pois havia produzido outra procuração falsa, usada em 2016, em cartório do Distrito Federal, para transferir uma segunda fazenda, localizada em Mimoso, em Goiás, pertencente a um espólio e avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões.
As investigações, em seguida, apontaram que o mesmo grupo lavrou uma terceira procuração, com uso de documentos falsos, em Dom Bosco, Minas Gerais, para a lavratura de escritura de compra e venda falsa de uma terceira fazenda, também localizada em Mimoso, em Goiás, avaliada em R$ 15 milhões, aproveitando-se do fato de os verdadeiros proprietários serem idosos e em grave estado de saúde.
"Os investigados, dentre eles, empresários, um ceo de um escritório de advocacia, um antigo tabelião do cartório de Limeira e um tabelião titular do cartório de notas e registro de imóveis de Mimoso — esse último acumula, ilegalmente, o cargo de servidor público federal no DF— responderão pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documentos falsos, esbulho possessório e associação criminosa, destaca o coordenador da Corf/PCDF", delegado Wisllei Salomão.

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