Polícia descarta uso de pesticida para matar mãe e filho; envenenamento segue como causa da morte
Segundo a PTC, os pesticidas são moléculas maiores e são mais fáceis de serem detectadas. Como a hipótese foi descartada, a investigação segue com a suspeita de que outras substâncias podem ter sido usadas

A Polícia Técnico Científica (PTC) descartou o uso de mais de 300 tipos de pesticidas no envenenamento que resultou na morte de mãe e filho em Goiânia, no dia 17 de dezembro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (26) pelo perito criminal Olegário Augusto, que está à frente das investigações. No entanto, a polícia ainda acredita que as vítimas foram envenenadas pela advogada Amanda Partata, de 31 anos. Novos exames devem esclarecer que tipo de substância ela pode ter usado.
Amanda é acusada de matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86 anos. Câmeras de segurança mostram a mulher comprando os produtos do café da manhã que foi servido horas depois na casa da família. A motivação do crime seria o fim do relacionamento com Leonardo Filho, neto e filho das vítimas. Ela chegou a dizer que estava grávida para continuar frequentando a casa da família, mas exames comprovaram que ela na verdade não está em gestação.
Segundo a PTC, os pesticidas são moléculas maiores e são mais fáceis de serem detectadas. Como a hipótese foi descartada, a investigação segue com a suspeita de que outras substâncias podem ter sido usadas. Até o carbamato, conhecido como ‘chumbinho’, também foi descartado. O delegado Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), informou que mesmo sem a prova técnica, os elementos colhidos até o momento são suficientes para indicar a autoria do crime.
A suspeita foi presa temporariamente na noite de quarta-feira (20), em uma clínica psiquiátrica, onde ela mesma havia se internado, e passou pela audiência na quinta (21). À polícia e durante a chegada na delegacia, Amanda negou a autoria do crime. Após pedido de habeas corpus, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negou a soltura de Amanda, que segue presa temporariamente.
Relembre o caso
O duplo homicídio começou a ser investigado no último dia 18, após a morte de Leonardo e Luzia terem sido confirmadas. Em um boletim de ocorrência, a esposa dele afirma que a ex-nora comprou um doce e outros alimentos para um café da manhã com a família. Leonardo, Luzia e a própria mulher comeram durante a manhã de domingo (17).
Algumas horas depois do consumo, Leonardo e Luzia começaram a sentir dores abdominais, além de também apresentarem vômitos e diarreia. Mãe e filho foram internados no Hospital Santa Bárbara, em Goiânia, mas os dois não resistiram. Leonardo morreu no mesmo dia, e Luzia na madrugada de segunda (18).
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Uma foto mostra a advogada na mesa de café da manhã no dia em que o ex-sogro e a mãe dele morreram. Amanda sorri ao lado da mesa com bolos de pote, sacolas e uma garrafa de suco. O delegado acredita que a mulher colocou veneno no suco servido para as vítimas. Segundo Alfama, a advogada disse que comeu os bolos, mas ao ser questionada se tomou o suco, ela “travou”.
Estavam na casa: Leonardo, pai do ex-namorado; Luzia, avó do ex-namorado; e o marido de Luzia. Destes, apenas o último familiar não tomou o café da manhã porque sofre de diabetes e preferiu evitar o consumo. A família também vinha sendo ameaçada de forma anônima por Amanda. A polícia já conseguiu comprovar que ela é a autora das mensagens.

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