PMs que espancaram jovem que tinha câncer são indiciados por homicídio
A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte de Chris Wallace da Silva, em Goiânia, no último dia 16. Perícia apontou lesões que provocaram traumatismo craniano no jovem.

Bruno Rafael da Silva e Wilson Luiz Pereira de Brito Júnior, policiais militares acusados de espancarem o barbeiro Chris Wallace da Silva, 24 anos, jovem que era portador de câncer nos ossos e morreu em decorrência das agressões no dia 16 de novembro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Goiânia, foram indiciados por homicídio e a Policia Civil ainda pediu a prisão preventiva dos envolvidos.
O crime foi cometido no dia 10 de novembro no Bairro Residencial Fidélis, em Goiânia, próximo à casa da vítima, que tinha saído para comprar um refrigerante quando foi abordado pelos policiais.
O inquérito da morte de Chris Wallace foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar todo o processo e decidir se vai denunciar, ou não, os militares à Justiça.
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O delegado Ernane Cázer, responsável pelas investigações, entendeu que os militares assumiram o risco da morte do jovem, mesmo sem intenção. O laudo da perícia mostrou diversas lesões provocadas por ação contundente, que provocaram traumatismo craniano.
Sobre o pedido de prisão preventiva, Ernane argumentou que Bruno Rafael chegou a ter contato com a irmã da vítima, o que poderia ter prejudicado o andamento das investigações. Por isso, seria necessária a ordem judicial para impedir que o acusado intimide testemunhas.
A defesa dos policiais considera o pedido “prematuro” e justifica que ainda não há uma ação penal em andamento e que os PMs possuem residência fixa. Dessa forma, sustenta que não há elementos suficientes para a prisão e a liberdade dos acusados não representa risco ao processo.
A Justiça ainda não julgou o pedido de prisão preventiva dos PMs.

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