PM teria ameaçado dar "tiro na cabeça" e advogada pede medida protetiva
Jordane Mota expôs Lucas Bandeira nas redes sociais após uma suposta traição dele com outro homem. Ela ainda alega ter sido agredida física e psicologicamente, em mais de uma ocasião

A advogada Jordane Mota, de 36 anos, registrou boletim de ocorrência contra o ex-namorado, o policial militar Lucas Bandeira, 27, na quinta-feira (9), além de ter solicitado uma medida protetiva de urgência, antes do homem procurar a polícia para denunciá-la por difamação, na sexta (10).
Ela expôs o PM nas redes sociais após uma suposta traição dele com outro homem. Por outro lado, a advogada alega ter sido agredida física e psicologicamente, em mais de uma ocasião. Em um dos episódios, ele teria dito que queria “dar um tiro na cabeça dela”.
No Boletim de Ocorrência no qual o G5News teve acesso, Jordane relata de forma cronológica que os episódios de tensão entre os dois foram se intensificando ao longo dos 10 meses em que estiveram juntos.
De acordo com ela, Lucas é controlador e possessivo, a privou de atender certos clientes e tentava manter domínio de suas redes sociais. Ainda segundo o que ela contou à polícia, roupas e até a cor de esmaltes também eram alvos da implicância de Lucas.
A história do término do casal ganhou repercussão após Jordane publicar, na terça-feira (7), uma série de acusações contra o ex. Conforme publicado por ela, o término ocorreu após descobrir que o militar a traía com o gerente de uma pousada de Pirenópolis. Ela também disse que Lucas era garoto de programa.
A história veio à tona depois que, segundo a advogada, um detetive - contratado pelo marido do amante de Lucas - entregou provas da traição, como fotos, vídeos e conversas entre os dois. Revoltada, ela publicou nos stories (onde as publicações são apagadas automaticamente em 24 horas) e revelou ter sofrido vários momentos de violência psicológica e até ameaças de morte por parte de Lucas.
Agressões e ameaças
No Boletim de Ocorrência registrado por Jordane, a advogada conta que o primeiro episódio de agressão física e ameaça ocorreu em 29 de junho do ano passado, mas que decidiu não denunciar.
A segunda ameaça ocorreu em 7 de dezembro, dentro do carro e, por isso, não há testemunhas. A vítima relata que a relação entre os dois era conturbada e que ela bancava o rapaz, que fazia uso de seu cartão de crédito/débito e de um celular modelo Iphone 15.
Ainda conforme Jordane, no dia três de janeiro, Lucas teria recebido uma mensagem de um perfil falso nas redes sociais, o chamado de “corno”. Ela ficou sabendo da mensagem somente no dia seguinte, quando Lucas mostrou e disse que não contou antes para ela “não perder o sono”.
A partir desse momento, a jurista diz que ficou com medo de ficar sozinha com Lucas e começou a organizar os pertences do então namorado para pedir que ele saísse de casa.
Jordane relata que foi para o salão de uma irmã e que o casal dormiu em quartos separados naquela noite. No dia seguinte, decidiram almoçar fora - já com as coisas de Lucas “arrumadas” fora do quarto dela - em um restaurante do Setor Pedro Ludovico, em Goiânia.
A mulher comentou sobre a prisão do policial militar Victor Lemes, que desacatou e agrediu colegas dias antes, em um bar da capital. O homem seria um desafeto de Lucas, o que deixou ele bravo com os comentários.
Atirar na cabeça
Como Lucas havia bebido, Jordane foi embora dirigindo, momento em que o então companheiro a ameaçou de morte. Ele disse que não queria saber o que estava acontecendo com Victor, e que a vontade dele era de dar um tiro na cabeça dela e depois fazer o mesmo com ele. Eles começaram uma discussão e Jordane perguntou se ele não queria atirar naquele momento.
A mulher conta que ele apenas chorou e não respondeu mais. Quando chegaram em casa, ela pediu para ele ir embora. Dois dias depois, ocorreu a exposição nas redes sociais.
Medida protetiva
O pedido de medida protetiva de urgência foi deferido pelo juiz plantonista Leonardo Aprigio Chaves, da Comarca de Goiânia, na sexta-feira (10). O magistrado ainda declarou que Lucas não pode se aproximar dos familiares de Jordane. A advogada também solicitou que o porte de arma fosse retirado, o que o juiz negou, por se tratar de um instrumento de trabalho.
Leia mais:
Advogada de Goiânia descobre traição de namorado PM com outro homem e expõe na rede
PM exposto por suposta traição com outro homem registra B.O contra ex, a advogada Jordane Mota

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais










