Piracanjuba tem até segunda-feira para executar plano de combate a incêndios no lixão
O MP destacou que, em maio deste ano, diversos incêndios ocorreram no local, intensificando-se a partir de junho. Além dos riscos à saúde, os incêndios representam uma ameaça ambiental significativa

Justiça da 2ª Vara Judicial da Comarca de Piracanjuba determinou que a administração municipal tem 48 horas para implementar um Plano de Ação Emergencial para conter focos de incêndio no lixão da cidade. Esta determinação atende ao pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) em uma ação civil pública.
A decisão, proferida pela juíza Leila Cristina Ferreira, na tarde de sexta-feira (11), ressalta a gravidade da situação.
Segundo a promotora de Justiça Cristina Emília França Malta, responsável pela 2ª Promotoria de Justiça de Piracanjuba, o município tem mantido uma área de disposição irregular de resíduos sólidos em desacordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010.
O MPGO destacou que, em maio deste ano, diversos incêndios ocorreram no local, intensificando-se a partir de junho e exigindo resposta do Corpo de Bombeiros Militar. Além dos riscos à saúde devido à fumaça tóxica, os incêndios representam uma ameaça ambiental significativa. Dentre as preocupações, estão os danos ao solo, o risco à fauna e flora locais, e a contaminação hídrica, dado que há uma nascente próxima à área afetada.
A promotoria enfatizou que, apesar das notificações e alertas emitidos ao município, as medidas tomadas foram insuficientes, como a simples roçagem e criação de aceiros. O documento do MPGO descreve a visita do Corpo de Bombeiros, que definiu medidas urgentes para mitigar os riscos.
Diante disso, a Justiça atendeu às solicitações do MPGO, obrigando o município a não apenas colocar em prática o plano emergencial dentro do prazo estipulado, mas também a seguir todas as diretrizes fornecidas pelos bombeiros. A decisão judicial também instituiu uma multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento, com um limite de até 200 dias, e a exigência de manter uma equipe permanente de vigilância equipada para combate a incêndios na área até que a situação se resolva definitivamente.
A decisão busca garantir que o município adote medidas eficazes e de longo alcance para solucionar os focos de incêndio, protegendo assim a saúde dos moradores e o meio ambiente. A resposta do município e as ações implementadas nos próximos dias serão decisivas para resolver esta situação crítica.

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