Pastor de Goiânia afirma que bolsonarismo "fecha portas" de igrejas e limita crescimento evangélico
Essa declaração assertiva foi feita pelo pastor Aluízio Silva, líder da Igreja Videira e integrante do Conselho de Pastores de Goiânia, durante uma reunião de liderança, na Arena Videira

O bolsonarismo tem sido apontado como um dos principais fatores responsáveis pela desaceleração no crescimento do número de evangélicos no Brasil. Essa declaração assertiva foi feita pelo pastor Aluízio Silva, líder da Igreja Videira e integrante do Conselho de Pastores de Goiânia, durante uma reunião de liderança, na Arena Videira.
Durante o encontro, o pastor Aluízio ofereceu um diagnóstico incisivo sobre os efeitos da interseção entre fé e política nos últimos anos:
“Isso é distração do maligno”, afirmou Aluízio, destacando que a adoção explícita do bolsonarismo, por parte de muitos líderes evangélicos, resultou na transformação dos púlpitos em palanques políticos. Para ele, esta mudança afastou aqueles que buscavam exclusivamente uma experiência religiosa, independentemente de posições ideológicas.
Ele enfatizou: “Quando os pastores no púlpito resolveram assumir politicamente algo, fecharam a porta da igreja para um montão de gente. Não pessoas de esquerda, mas pessoas que não querem se identificar com um segmento.”
O discurso foi proferido logo após a divulgação dos dados do Censo Demográfico 2022 pelo IBGE. Este levantamento revelou que, embora os evangélicos continuem a crescer e já representem 31% da população brasileira, o ritmo desse crescimento diminuiu significativamente nos últimos anos. Antes da pandemia, havia previsão de que a população evangélica ultrapassasse 50% até 2032, cenário que agora parece distante.
Segundo o pastor Aluízio, a razão para essa mudança no ritmo de crescimento é clara: a politização dos púlpitos desviou o foco da missão central das igrejas.
“Isso é distração do maligno. Tenham muito cuidado com isso”, alertou, reforçando que a prioridade deve ser a centralidade em Cristo e no Evangelho.
Apesar das críticas, Aluízio Silva também expressou otimismo em relação ao futuro:
“Nos próximos anos vamos crescer como nunca crescemos antes. Vamos avançar como nunca avançamos antes. Por quê? Porque centralizamos o Cristo! Centralizamos o Evangelho!”

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