Padre Toninho e Madre Laura são acusados humilhar funcionária em Anápolis
Ministério Público aponta ofensas recorrentes e falsa denúncia policial contra a vítima e seus filhos

Divino Antônio Lopes, o Padre Toninho, conhecido nacionalmente por mensagens de teor radical, e a Madre Laura (Gerenice de Jesus Costa) foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por injúria racial contra uma funcionária e seus filhos. Além disso, a religiosa responde por denunciação caluniosa ao registrar ocorrência falsa contra a família da vítima.
Segundo a denúncia apresentada pelo promotor Brendo Teófilo Emanuel Rocha, os crimes teriam ocorrido no Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima, onde a funcionária trabalhava. Conforme os autos, ela foi chamada repetidamente de “nega fedorenta”, enquanto seus filhos eram xingados de “vira-lata”.
A Madre Laura também é acusada de registrar uma ocorrência policial falsa, atribuindo à família da funcionária o furto de fios elétricos, mesmo ciente da inocência das vítimas. O Ministério Público sustenta que a ação teve motivação econômica: a religiosa buscava evitar o pagamento pelos serviços prestados.
O episódio aconteceu em setembro de 2023, mas os desdobramentos judiciais se intensificaram apenas em 2025, quando a denúncia formal foi apresentada. O caso agora segue para avaliação da Justiça, que determinará se os acusados serão processados criminalmente.
O Padre Toninho é conhecido nacionalmente pelas placas de teor radical, como “A bebida alcoólica é urina do capeta” e “A mulher que usa roupa curta, transparente e decotada, é amiga de Satanás”, o que torna o caso ainda mais repercutido na mídia.

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