Padre tenta impedir aborto de menina de 13 anos em Goiás
Apesar da pressão, a menina mantém sua vontade de interromper a gestação, fruto do estupro praticado por um homem de 24 anos

Reportagem do jornal A Folha de São Paulo aponta que a menina de 13 anos, vítima de estupro e grávida de 27 semanas, continua a enfrentar forte pressão de familiares, advogados e grupos religiosos para que não realize o aborto legal autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão do STJ, proferida na quarta-feira (24), garantiu à menina o direito ao procedimento, mas a realização ainda é incerta.
Segundo o jornal, um padre chegou a entrar em contato com a mãe da garota, pedindo que ela reconsiderasse e não apoiasse a filha na decisão. Apesar da pressão, a adolescente mantém sua vontade de interromper a gestação, fruto do estupro praticado por um homem de 24 anos.
No entanto, o procedimento ainda não foi realizado devido à falta de estrutura do hospital estadual para lidar com gestações avançadas.
A possibilidade de transferência para um hospital de referência em Uberlândia (MG) está sendo avaliada, mas ainda não há confirmação. A busca por outras opções no Brasil é dificultada pela escassez de instituições de saúde que realizam abortos em casos avançados, embora a lei não estabeleça um prazo limite para o procedimento.

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