Operação resgata indígenas em situação degradante no Rio Grande do Sul
Três homens do povo Guarani foram encontrados em condições análogas à escravidão em fazenda na região metropolitana de Porto Alegre
A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho, resgatou seis indígenas em uma fazenda localizada no município de Glorinha, Rio Grande do Sul, em 30 de junho de 2026. Os trabalhadores, todos do povo Guarani, tinham entre 20 e 30 anos.
As vítimas viviam em um casebre de madeira, sem as mínimas condições de habitabilidade e sem acesso a instalações sanitárias adequadas. Durante a operação, foi constatado que dois dos resgatados falavam apenas guarani e tinham dificuldades para compreender o português.
Os indígenas estavam atuando na plantação de legumes, mas não tinham qualquer documentação assinada que garantisse seus direitos trabalhistas. Como resultado, estavam sujeitos a uma série de violações, incluindo a falta de equipamentos de trabalho e cobertores.
O proprietário da fazenda, cujo nome não foi revelado, foi preso em flagrante. Ele e outros empregadores envolvidos firmaram um Termo de Ajuste de Conduta com o MPT, comprometendo-se a interromper a exploração de trabalho degradante.
Ainda de acordo com o MPT, o acordo inclui uma indenização por dano moral individual aos trabalhadores resgatados. Esse incidente destaca a persistência de condições análogas à escravidão em certas áreas rurais do Brasil.
O caso levanta questões sérias sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores. O MPT continua sua atuação para combater essas práticas e assegurar que situações similares não ocorram novamente.

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