Número de mortes chega a 24 e 132 cidades estão em estado de emergência em decorrência das chuvas
Bombeiros goianos foram enviados à Bahia no domingo (26) e se juntaram a militares de vários estados para prestar apoio nas operações de resgate e salvamento.

A tragédia causada na Bahia em decorrência das fortes chuvas só aumenta. Na tarde desta quarta-feira (29), a Defesa Civil do estado divulgou que subiu para 24 o número de mortos e ao menos 434 pessoas estão feridas. Dos 141 municípios afetados pelos temporais, 132 se encontram em situação de emergência.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) enviou, no domingo (26), equipe de oito militares, para auxiliar nas operações de resgate e salvamento no sul da Bahia.
Segundo o balanço, até o momento, a tragédia afetou 629.398 pessoas, das quais 53.934 precisaram deixar suas casas e outras 37.324 ficaram completamente desabrigadas. O governo baiano informou ser o mês mais chuvoso observado no estado desde 1989.
Até o início desta tarde, foram contabilizadas 21 mortes. Os três novos óbitos registrados foram de um casal em São Félix do Coribe, que teve o carro arrastado por uma enxurrada, e de um homem em Ubaitaba, atropelado por um condutor que perdeu a visão por causa da chuva.
A Polícia Rodoviária Federal informou, no início da manhã, que 10 estradas foram interditadas na região após estragos provocados pelas chuvas.
A BR 101 foi a mais afetada, com pelo menos cinco pontos de interdição. Já a Seinfra (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) contabiliza 44 trechos de rodovias afetados desde o início do período chuvoso.
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Auxílio 'paliativo' e críticas
Mais cedo, em entrevista ao UOL News, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA) afirmou que os R$ 200 milhões prometidos pelo governo para auxiliar as áreas afetadas pela chuva são insuficientes.
"Acho que, nesse momento, os R$ 200 milhões são apenas um paliativo. No mínimo, num estudo ainda superficial, precisaríamos de R$ 1 bilhão e meio para reconstruir as cidades atingidas pelas enchentes", declarou.
Nilo também criticou Bolsonaro por manter as férias em Santa Catarina, onde passeia de jet-ski com a família, e delegar a ministros a função de visitar as regiões castigadas pela chuva.
"O presidente eleito pelo povo tem que tomar as suas decisões. Se ele acha que é mais importante andar de jet-ski de férias...", disse.
Bolsonaro, por sua vez, compartilhou uma fala irônica do ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) para justificar sua ausência no estado.
"Eu acho que se o presidente descobrir a cura do câncer, ele vai ser criticado porque descobriu a cura do câncer", disse Marinho em um evento no Rio de Janeiro.
Ao compartilhar um vídeo do ministro nas redes sociais, Bolsonaro acrescentou: "Bahia, nosso trabalho é solidariedade."

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