Noiva de João de Deus é “conciliadora” da Justiça de Goiás
João de Deus e Lara Cristina Capatto firmaram União Estável no dia 1º de setembro de 2021, período em que o médium estava preso na penitenciária de Aparecida

Lara Cristina Capatto, 50 anos, advogada que deve se tornar, oficialmente, esposa do médium João Teixeira de Faria, o “João de Deus”, 80 anos, acusado de estuprar mais de 300 mulheres e já condenado há mais de 109 anos de prisão, é “conciliadora” do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), porém, atua como “prestadora de serviços”, ou seja, sem vínculo empregatício.
"Lara Cristina Capatto foi aprovada para atuar como conciliadora auxiliar de Justiça, posto sem vínculo empregatício com o Tribunal", explica o TJGO.
João de Deus e Lara firmaram União Estável no dia 1º de setembro de 2021, período em que o médium estava preso na penitenciária de Aparecida. No dia 9 de abril foi realizado o pedido de conversão de União Estável para casamento, o que deve ser concluído nesta quarta-feira (04).
Foi especificado ainda que o regime de comunhão é “separação de bens”.
O médium já acumula cinco condenações por crimes sexuais, que ocorreram enquanto atuava na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (90 km da Capital). Ele segue em prisão domiciliar em Anápolis (55 km da Capital).
Até o momento, João de Deus acumula 109 anos de prisão por crimes sexuais, 4 anos em regime semiaberto por posse ilegal de arma de fogo.
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As denúncias começaram a surgir no dia 7 de dezembro de 2018. Foram mais de 300 relatos de casos que teriam ocorrido desde a época de 1980. Diante das denúncias, a Justiça determinou a prisão preventiva do religioso e ele foi preso no dia 16 de dezembro de 2018 e levado ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Já em março de 2020, por conta da pandemia da Covid-19, foi concedida a prisão domiciliar a João de Deus, sob alegação de que ele é idoso e tem doenças graves, estando inserido no grupo de risco da doença.
No dia 26 de agosto de 2021, ele retornou ao presídio após pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). O órgão alegou que as vítimas se sentiam inseguras, já que ele cumpria pena dentro de casa, em Anápolis (55 km da Capital).
Menos de um mês depois, no dia 9 de setembro, o religioso deixou o Complexo Prisional e voltou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão segue até os dias de hoje.

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