Mulher que viralizou com ‘flagras’ em motéis interrompe serviço após sofrer ameaças

A motorista Elizandra Cândido, de 48 anos, ficou conhecida nas redes sociais com seu serviço de “flagra” de maridos infiéis que frequentam motéis em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Nessa segunda-feira (19), ela revelou que parou de “buscar marido” na porta de motel por conta de ameaças que sofreu. “Eu não queria perseguir ninguém, eu não queria ir pra porta de motel, eu não queria estragar o casamento de ninguém”, disse em seu perfil no Instagram, que tem mais de quatro mil seguidores.
Com a repercussão na mídia, Elizandra deixa claro que continua trabalhando como motorista para mulheres. “Eu continuo trabalhando, sim. Esse é o meu ganha-pão! É minha profissão. Agora, eu sou motorista para mulheres, faço serviço para as mulheres”, afirma em vídeo.
Elizandra ‘continua na ativa’
Além de publicar um vídeo explicando a decisão, Elizandra enviou um recado às mulheres que utilizam seu serviço.
“Bom dia, meninas. Em respeito a vocês, eu vim aqui gravar este vídeo. A respeito da matéria de ontem, que saiu na Globo. Na verdade, eu não parei de trabalhar”, iniciou nos stories.
“Eu continuo na ativa, só que parei de fazer aquele trabalho de ir na porta do motel pra pegar os maridos. Isso eu não faço mais”, completou nesta terça-feira (20).
Elizandra explica que foi ameaçada devido aos “flagrantes” de maridos que tinham casos extraconjugais. “Tive problemas, sim, tive muitas ameaças, sim. Só que tive outros nichos, muita mãe me procurando, muitas senhoras me procurando. E era isso que eu queria fazer: ajudar as mulheres”.
O serviço de flagras em motéis
Elizandra oferecia um serviço para mulheres que queriam esperar o marido sair com a amante do motel. Também atendia as que estivessem saindo de casa para largar o “embuste” ou que quisessem seguir o “crush”.
A lista de serviços também tinha atendimento para mulheres que vão para “a igreja, macumba, seita, reuniões”. “Não pode pagar um psicólogo, sou toda ‘ouvidos’ para desabafos”, disse a motorista ao g1, em março deste ano.
Moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, ela trabalhava como artesã antes da pandemia, mas acabou não conseguindo manter a profissão durante a crise. Elizandra chegou a tentar vender lanches, mas ficou muito dependente dos entregadores, então decidiu se reinventar (leia mais aqui).

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