Mulher diz que foi “mutilada” durante troca de silicone e processa médico em R$ 220 mil
A paciente relata que após a cirurgia, em 2019, em Goiânia, ainda durante a recuperação, as auréolas dos seios e os mamilos necrosaram e que outros cirurgiões dizem que não tem correção.

Cabelereira de 46 anos, nome não divulgado, moradora de Goiânia, diz que foi “mutilada” durante cirurgia plástica nos seios, alega que o suposto erro médico é irreversível e está processando o cirurgião, identidade não divulgada, por danos morais e estéticos, em R$ 220 mil.
De acordo com a ocorrência, a mulher conheceu o profissional em 2019, por indicação de outras pacientes, então, decidiu fazer uma lipoaspiração a laser e aproveitar a mesma cirurgia para fazer a troca das próteses de silicone que já usava há dez anos nos seios. O valor cobrado por todo o trabalho foi de R$ 20 mil.
A paciente explicou que a troca das próteses de silicone fez com que ela perdesse pele nos seios e durante a recuperação percebeu que “estava estranho”, pois, as auréolas estavam escurecendo e necrosando, então voltou ao especialista para mostrar e tirar as dúvidas.
“Eu voltei e ele disse que era normal. Depois me mandou fazer um outro tratamento. No final, ele disse que era só fazer uma pigmentação. Quando fui ver, era uma tatuagem para simular a auréola”, relatou.
A cabelereira explicou que chegou a se consultar com outros cirurgiões, mas que após a análise do caso dela os especialistas tinham a mesma resposta, que não tinha cirurgia de correção e o caso era irreversível.
Acrescentou ainda que chegou a comprar uma prótese que imita a auréola e o mamilo dos seios e tentou usar por vergonha do marido e por não conseguir mais se olhar no espelho.
Arquivo Pessoal
A cabelereira mostrou como os seios ficaram após a cirurgia.
“Fui mutilada. Ele tirou muita pele e as auréolas dos meus seios necrosaram. Acabou com meu emocional. Ele é um açougueiro. Eu chorava a noite, me sinto um nada. Não consigo me olhar no espelho. Acabou com minha vida”, disse a paciente.
No dia 15 de dezembro a Justiça intermediou audiência de conciliação, mas não houve acordo entre as partes e o processo continua.
O Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) informou que seguindo o código ética do órgão, que determina que a tramitação de procedimentos e sindicâncias sejam sigilosas, não vai se posicionar sobre o caso até que os fatos sejam esclarecidos.
O caso está em segredo de Justiça e o nome dos envolvidos não serão divulgados.
(com informações do G1)

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