Mulher de Goiânia sofre corte no dedo ao fazer unha em salão, pega infecção grave e passa por 4 cirurgias
A aposentada Marise Teixeira de Araújo Amorim, de 66 anos, foi a esse salão de beleza pela primeira vez para fazer as unhas, mas acabou com gravemente ferida e sérios riscos

A aposentada Marise Teixeira de Araújo Amorim, de 66 anos, de Goiânia, foi ao salão de beleza para fazer as unhas. No entanto, um incidente que parecia comum, um corte no dedo durante o procedimento, causou uma infecção que quase custou a amputação do membro. Ela já passou por quatro cirurgias, está com a quinta marcada e ainda enfrenta diversas complicações para se recuperar.
Após sua visita a um salão que frequentava pela primeira vez, Marise começou a sentir fortes dores no polegar direito. A manicure, utilizando seus próprios instrumentos, inadvertidamente causou um pequeno ferimento ao lixar a unha de Marise. A dor, inicialmente leve, rapidamente se intensificou, transformando-se em uma infecção grave e potencialmente fatal, conhecida como paroníquia.
Marise nunca poderia ter previsto que essa visita ao salão resultaria em uma jornada angustiante marcada por tratamentos médicos intensos.
“É um processo muito lento e ainda corri um grande risco de ter de amputar o dedo”, afirma Marise, relembrando os dias que seguiram ao incidente.
Imediatamente após notar o inchaço crescente e insuportável dor, Marise procurou assistência médica. A resposta foi urgente: uma combinação de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos foram administrados, mas sem o efeito desejado. A infecção persistia e piorava, fazendo necessária uma intervenção cirúrgica apenas cinco dias após o incidente.
Frederico Faleiro, renomado especialista em cirurgia da mão e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, assumiu o caso de Marise, acompanhando-a através de quatro cirurgias e um extenso plano de reabilitação.
“Problemas como esse não são raros, mas podem se agravar rapidamente e levar a consequências sérias, como a necrose”, explica Faleiro.
Para Marise, as cirurgias não foram o fim da batalha, mas sim o início de uma longa recuperação. A reabilitação envolveu até agora mais de 70 sessões de fisioterapia, com o objetivo de restaurar a funcionalidade do dedo.
“Os sintomas da infecção inicial passaram, mas agora lido com as consequências dos procedimentos cirúrgicos”, diz Marise. O polegar direito, vital para tarefas cotidianas, ainda não recuperou totalmente sua mobilidade.
“A experiência me trouxe uma série de limitações”, conta Marise, que agora enfrenta dificuldade em realizar atividades simples como escrever ou segurar objetos. Apesar das dificuldades, Marise permanece otimista e se prepara para uma quinta cirurgia, prevista para agosto, na esperança de recuperar parte da mobilidade perdida.
A história de Marise serve como um alerta sobre os perigos potenciais dos procedimentos de beleza aparentemente inofensivos. Dr. Faleiro enfatiza a importância de se utilizar materiais esterilizados e adequados, alertando que mesmo pequenos erros podem ter consequências devastadoras.
“Os materiais devem ser próprios das clientes e bem esterilizados para evitar infecções”, adverte.
Apesar dos desafios, Marise encontrou forças em sua determinação.
“Foi um susto. Tudo começou com algo simples, mas de repente eu estava em uma sala de cirurgia”, reflete. Porém, com coragem e esperança, ela encara cada dia como um passo em direção à recuperação completa.

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