MST ocupa fazenda em Hidrolândia e Caiado chama ação de “desordem”
Cerca de 600 famílias estão assentadas na Fazenda São Lukas, incorporada a União em 2016 após escândalo policial envolvendo a propriedade

Cerca de 600 famílias que fazem parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, nesta segunda-feira (24), a fazenda São Lukas, na cidade de Hidrolândia (Região Metropolitana de Goiânia). Por meio das redes sociais, o governador Ronaldo Caiado (UB) criticou e chamou a ação de “desordem”.
“Reforma Agrária tem de ser feita dentro da lei, com planejamento que permita às famílias assentadas produzirem com qualidade, garantindo assim o seu sustento. Invasões assim não resolvem o problema, não asseguram renda digna. Servem muito mais para fomentar a desordem”, apontou o governador.
Segundo o Governo de Goiás, a ocupação ocorreu com autorização do próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), hoje responsável pela propriedade. A fazenda São Lukas foi incorporada ao patrimônio da União em 2016 após a prisão de uma quadrilha de traficantes de mulheres, que utilizavam o local para o crime.
Outra invasão
A propriedade já havia sido invadida em março deste ano pelo mesmo grupo e a desocupação foi realizada com apoio da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) de forma pacífica para que o trâmite legal fosse cumprido. Contudo, a nova ocupação ocorre antes dos encaminhamentos legais e, segundo Ronaldo Caiado, sem o planejamento adequado.
Em Goiás
O aval do Governo Federal para a ação do MST não interfere, segundo Caiado, na política adotada pelo Governo de Goiás. “Faço questão de informar que as áreas públicas e particulares no Estado de Goiás não sofrerão invasão. Em Goiás, continuará prevalecendo a ordem e o princípio de direito à propriedade privada”, reforçou.

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