MP diz que policiais foram soltos antes do prazo e quer explicação da PM
Quatro militares foram soltos um dia antes de vencer o prazo da prisão provisória, enquanto outros dois só poderiam ser liberados no próximo dia 8.

O Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) afirmou que os policiais do Comando de Operações de Divisa (COD), acusados de forjar um confronto e assassinar um homem no setor Jaó, em Goiânia, foram soltos antes do término do prazo estipulado pela Justiça.
Diante do caso, o órgão solicitou que o Poder Judiciário exija explicações do Comando-Geral da Polícia Militar e da Corregedoria da PM sobre as circunstâncias das ordens de soltura.
Conforme o MP-GO, dos seis acusados, Wellington Soares Monteiro, Marcos Jordão Francisco Pereira Moreira, Wandson Reis dos Santos e Pablo Henrique Siqueira e Silva, que foram detidos no dia 6 de abril e tiveram seus mandados estendidos até 5 de maio, foram liberados no domingo, dia 2, um dia antes do prazo.
Allan Kardec Emanuel Franco e Diogo Eleuterio Ferreira, presos em 11 de abril, também receberam uma extensão de 30 dias a partir de 10 de maio, com liberação prevista para o próximo sábado, dia 8, mas foram soltos no mesmo domingo anterior.
O MP-GO ressaltou na nota à imprensa que a Polícia Civil não formalizou o pedido de prisão preventiva dos acusados devido à necessidade de aguardar diligências fundamentais, como a entrega de laudos periciais — incluindo o Laudo de Exame Cadavérico e o de Local de Morte Violenta — e a reconstituição dos crimes, que está programada para esta semana.
Os procedimentos são essenciais para a distinção das ações de cada acusado, segundo o Ministério Público.

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