MP denuncia fazendeiro que executou adolescente a tiros no rosto por causa de celular
Três funcionários de Hélio de Oliveira foram denunciados por ajudar a ocultar o corpo da vítima em 8 metros de profundidade numa propriedade do patrão, em Cezarina.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) concluiu análise do inquérito da morte de Wanderson Costa Leite, 17 anos, assassinado na madrugada do dia 25 de outubro, em Palmeiras de Goiás (90 km da Capital), e enterrado a mais de 8 metros de profundidade, e denunciou à Justiça o fazendeiro Hélio de Oliveira Gomes Júnior por crime de homicídio qualificado e ocultação do cadáver.
Os funcionários de Hélio, Dimar de Sousa Cruz, Carlos Caetano da Silva e Regimar Rodrigues de Sousa, que ajudaram o patrão a transportar o corpo de uma fazenda à outra e enterrar, foram denunciados por crime de ocultação de cadáver, em concurso de pessoas.
O promotor de Justiça Eduardo Silva Prego relata que o inquérito policial apontou que Hélio matou a tiros Wanderson Chaves Leite, por volta das 2h40 de 25 de outubro deste ano, em um galpão localizado na Rodovia GO-050, na zona rural do município. Segundo a denúncia, o crime foi cometido por motivo fútil e com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O corpo de Wanderson Chaves Leite foi embrulhado em uma lona e amarrado com uma corda.
Hélio, Dimar, Carlos Caetano e Regimar enterraram a vítima em um buraco escavado com retroescavadeira, numa profundidade de 8 metros, em uma fazenda no município de Cezarina.
Ainda segundo a denúncia, no dia do crime, Hélio chegou a um bar de Palmeiras, por volta da meia-noite, embriagado e conduzindo a sua caminhonete. A vítima estava no local. Por não ter sido atendido da forma como queria, ele desceu do veículo portando uma arma de fogo e foi até o balcão do estabelecimento, local em que Wanderson estava.
O fazendeiro começou uma discussão com a vítima, tendo encostado o revólver no rosto do rapaz. Com isso, o dono do bar insistiu para que ele fosse embora.
Em seguida, Hélio Júnior passou a conversar com Wanderson Chaves Leite em uma mesa que estava situada do lado de fora do bar. Ele chegou a efetuar um disparo para o alto.
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A vítima e um amigo foram embora, mas os dois acabaram sendo seguidos e convencidos a entrar na caminhonete. Os três passearam pela cidade, até que Hélio Júnior deixou o amigo da vítima em sua residência, em um bairro da cidade. Em seguida, depois de 40 minutos dentro do carro com Wanderson, ele sentiu falta de seu aparelho celular e voltou a discutir e a acusá-lo pelo furto.
Após isso, os dois se dirigiram até o galpão de maquinários de propriedade do denunciado.
No local, os dois foram até um caminhão, onde Dimar dormia. Os três seguiram para a cozinha, onde houve nova discussão entre Hélio e Wanderson, e o fazendeiro atirou no ombro do adolescente.
Em seguida, entrou no escritório, pegou uma espingarda e disparou contra a cabeça de Wanderson. Com a vítima caída, deu mais um tiro em seu corpo.
Após o homicídio, o assassino ligou para Carlos e Regimar, que embrulharam o corpo do rapaz, carregaram até a caçamba da caminhonete e levaram para a fazenda onde foi enterrado.

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