MP denuncia ex-servidor e quatro comparsas que usavam Alego para aplicar golpes milionários
Cinco pessoas, entre elas esse servidor da Alego, foram denunciadas pelo MP por estarem envolvidas em um esquema de extorsão que envolve o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação

Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) sob suspeita de estarem envolvidas em um esquema de extorsão, entre elas, um procurador da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). De acordo com o MP, os acusados teriam se passado por servidores públicos para aplicar golpes entre janeiro e abril do ano passado em Acreúna, envolvendo um empresário e dois irmãos.
O caso teve início quando as vítimas procuraram um cartório em Acreúna para realizar uma escritura pública de doação de terras. Na ocasião, a tabeliã interina instruiu os envolvidos a contatarem um homem que se apresentou como funcionário da Secretaria de Economia do Estado. No entanto, investigações apontam que ele não tinha vínculos com a secretaria. O suposto servidor prometeu facilidades fiscais em troca de uma quantia, e para dar credibilidade ao esquema, uma reunião foi organizada na Assembleia Legislativa, na presença de um procurador da Alego.
Apesar das pressões, os irmãos decidiram não aceitar o suposto desconto e optaram por pagar o valor integral do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), visando evitar complicações legais. Contudo, após essa decisão, começaram a ser ameaçados. Os envolvidos no golpe teriam exigido a soma de R$ 1 milhão, alertando que, se não fosse paga, a reavaliação das propriedades resultaria em um imposto superior a R$ 3 milhões. Sob pressão, as vítimas transferiram R$ 800 mil ao grupo.
A descoberta do golpe levou a uma investigação pela Polícia Civil, que posteriormente encaminhou o caso ao Ministério Público. Os envolvidos foram denunciados por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e falsidade ideológica. Além das acusações criminais, o MP solicita uma indenização de R$ 800 mil por danos morais, além da restituição da quantia extorquida.
Em resposta, a Assembleia Legislativa de Goiás informou que está acompanhando as denúncias e colaborando com todos os pedidos judiciais e investigativos. A Alego também anunciou a abertura de um processo administrativo interno para investigar a conduta do procurador envolvido.

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