MP denuncia acusado de matar homem e queimar corpo por não aceitar sexo
Após o assassinato, Kawã Silva Alves roubou os cartões de crédito da vítima. Crime aconteceu dia 6 de outubro do ano passado, no Jardim Colorado.

A Justiça de Goiânia recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) contra Kawã Silva Alves acusado de matar Heder Henrique de Sousa Urzeda por ter recusado a fazer sexo.
O crime ocorreu por volta das 23h30 do dia 6 de outubro do ano passado, no Jardim Colorado. O acusado deve enfrentar o Júri Popular.
Narra a denúncia, formulada pelo promotor de Justiça Maurício Gonçalves de Camargos, que a vítima era homossexual e, no dia do crime, pediu emprestado o veículo, Hyundai HB20, de seu irmão, argumentando que sairá com amigos.
Na realidade, a intenção era ir para um encontro amoroso na casa de Kawã.
No local, os dois beberam cervejas e Heder manifestou intenção de manter relações sexuais, contudo, teria havido recusa por parte do denunciado.
A recusa, segundo a denúncia, provocou desentendimentos entre os dois. Kawã, então, desferiu vários golpes na cabeça e face da vítima, e a esfaqueou no coração.
Na sequência, Kawã arrastou o corpo da vítima, colocou-o no banco de trás do HB20 e saiu dirigindo pela cidade, sem destino certo. Quando trafegava pelo Jardim Liberdade, na rotatória localizada na confluência das Avenidas da Divisa e São Domingos, já na madrugada do dia 7, ele não conseguiu efetuar uma manobra e bateu o veículo.
Carro com vítima foi incendiado
Em seguida, pediu ajuda para moradores que saíram para ver o acidente. Como não conseguiram trocar os pneus do carro, Kawã falou que deixaria o HB20 no local e que o amigo estava dormindo no banco de trás, bêbado e drogado. Após a saída dos populares, o denunciado voltou, incendiou o automóvel e fugiu.
O corpo de Heder foi encontrado carbonizado.
Com a investigação policial, de acordo com a denúncia, foi descoberto que Kawã fugiu para o Estado de Tocantins, onde passou a utilizar os cartões bancários de Heder, realizando compras de pequeno valor, através do sistema de aproximação.
Kawã Silva Alves foi denunciado com base no artigo 121 (homicídio), parágrafo 2º, inciso II (motivo fútil), combinado com os artigos 155 (furto), caput, artigo 211 (destruição de cadáver) e 163 (dano qualificado), parágrafo único, inciso II (com emprego de substância inflamável ou explosiva), todos Código Penal.
Ao receber a denúncia, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara decretou a prisão preventiva de Kawã Silva Alves, com base na garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. Ele está preso na Casa de Prisão Provisória.
(Texto: João Carlos de Faria/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

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