Motorista teria bebido e dirigia carro “sem condições de rodar” após dia de churrascada no Corumbá 4
Investigação aponta que veículo estava lotado com sete pessoas, tinha para-brisa quebrado, falta de bancos e diversos problemas mecânicos. Perícia não encontrou marcas de frenagem antes da queda no Lago Corumbá 4.

A investigação sobre a tragédia que matou seis pessoas dentro de uma represa no condomínio Corumbá 4, em Alexânia, revelou um cenário ainda mais grave envolvendo o carro que caiu no lago durante a comemoração do Dia das Mães. Segundo a Polícia Civil, o motorista teria consumido bebida alcoólica antes de dirigir um veículo considerado “sem condições de rodar”.
Além da suspeita de ingestão de álcool, os investigadores apontaram que o automóvel estava em situação precária de conservação e trafegava superlotado. O carro, com capacidade para cinco ocupantes, levava sete pessoas no momento do acidente.
A perícia identificou ainda que o veículo tinha para-brisa quebrado, ausência de bancos adequados e diversos problemas estruturais que comprometiam totalmente a segurança dos ocupantes.
“Sete pessoas sem condições de rodar, ainda ingeriram bebida alcoólica, então foi uma soma de fatores que veio acontecer essa tragédia”, destacou a investigação.
O acidente aconteceu após a família passar o domingo reunida às margens do Lago Corumbá 4, onde pescava e fazia churrasco em comemoração ao Dia das Mães. De acordo com moradores e vizinhos, o grupo permaneceu o dia inteiro no local antes de deixar a área no início da noite.
Segundo a perícia da Polícia Científica, o motorista não percebeu o fim de uma curva em uma estrada de terra dentro do condomínio e acabou seguindo direto para dentro da represa.
Os peritos afirmaram que não havia qualquer marca de frenagem ou tentativa de desvio no trecho, o que reforça a suspeita de que o condutor possa ter cochilado, perdido a percepção da pista ou sequer percebido o perigo antes da queda.
“Provavelmente, se não há marca de frenagem, a pessoa não teve aquela reação de frear para não cair no lago. Pode ter adormecido”, explicou o perito Leonardo Antunes Rosa.
A hipótese de falha mecânica também foi praticamente descartada pelos investigadores. Segundo a perícia, mesmo diante dos problemas do veículo, não houve nenhum sinal de tentativa de controle do carro antes da queda.
“Se houvesse um problema mecânico, ele tentaria não deixar o carro ir para o lago. E não tinha essa marca também”, afirmou o perito.
O carro afundou rapidamente na represa e ficou submerso, com apenas parte do porta-malas visível. A única sobrevivente foi a mãe das crianças, uma mulher de 35 anos, que conseguiu sair do veículo, nadar até a margem e pedir ajuda aos moradores do condomínio.
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Quando os bombeiros chegaram ao local, três corpos já haviam sido retirados da água. Equipes de mergulho fizeram buscas em meio à baixa visibilidade e localizaram outras vítimas presas no veículo.
Morreram na tragédia Wellington Bacelar Santiago, de 35 anos; os filhos Daphne Nicole de Sousa Santiago, de 18 anos, Jefferson William, de 14, Brian Breno, de 9, e Ellison David, de 6 anos; além do motorista Kleber da Silva, de 43 anos, amigo da família.
A Polícia Civil continua investigando o caso e aguarda a conclusão de exames periciais para confirmar oficialmente se o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

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